Hamas: ensino escolar do Holocausto é 'crime de guerra'

O líder espiritual do Hamas, Younis al-Astal, disse hoje que o ensino do Holocausto às crianças palestinas é um "crime de guerra", rejeitando uma proposta que incluiu o tema no currículo das escolas de Gaza. Al-Astal fez a crítica depois de ouvir que a agência da Organização das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA, pela sigla em inglês), planejava dar aulas para estudantes em Gaza sobre o assassinato de 6 milhões de judeus. Segundo um comunicado escrito de al-Astal, acrescentar o Holocausto ao currículo vai contribuir para "vender uma mentira e disseminá-la".

AE-AP, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 17h03

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse que os países que pretendem encerrar o boicote ao Hamas precisam "reconsiderar seriamente" suas intenções depois das declarações do Hamas, que ele descreveu como "obscenas". Muitos palestinos relutam em reconhecer o sofrimento dos judeus temendo que isso possa diminuir seu próprio sofrimento. As atitudes em relação ao Holocausto variam da completa negação à contestação de sua abrangência.

"Eu não exagero quando digo que esta questão é um crime de guerra, porque serve aos colonizadores sionistas e à sua hipocrisia e mentiras", escreveu al-Astal. O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, também se opôs à inclusão do "chamado Holocausto" no programa escolar. "Nós achamos que é mais importante ensinar aos palestinos os crimes da ocupação israelense", disse ele.

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