JACK GUEZ / AFP
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Hamas garante que onda de violência chamada Intifada Al-Quds continua

Membro do movimento islamista palestino disse que o ataque em Tel-Aviv foi uma resposta aos ‘crimes de Israel na Cisjordânia’

O Estado de S. Paulo

09 Junho 2016 | 09h16

FAIXA DE GAZA - O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, assegurou nesta quinta-feira, 9, que o ataque de quarta-feira à noite em Tel-Aviv significa que "continua a Intifada Al-Quds", nome dado pelo movimento islamista à onda de violência que começou em outubro de 2015.

"Esta operação foi realizada após certo período de calma, no qual alguns pensaram que a Intifada Al-Quds havia sido interrompida em razão das detenções e da cooperação de segurança (entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina), mas isso demonstra que ela continua", afirmou Mushir Al-Masri, membro do movimento islamista palestino.

Na noite de quarta-feira, pouco depois do ataque, o Hamas e outros grupos palestinos festejaram a ação violenta, mas nenhum assumiu sua autoria.

Serviços de segurança de Israel acreditam que os dois autores,  dois primos palestinos de 21 anos originais da aldeia de Yatta, na Cisjordânia ocupada, agiram sozinhos, como a grande maioria dos agressores da onda de violência iniciada em outubro e que já causou a morte de 212 palestinos, 30 israelenses e 3 estrangeiros, sem incluir os mortos do ataque de quarta-feira.

Nas últimas semanas, os atos de violência haviam diminuído.

Masri declarou aos jornalistas que o ataque é uma resposta aos "crimes de Israel na Cisjordânia e em Gaza", e garantiu que a Intifada "semeará o horror e o medo nos corações dos sionistas". /EFE

Veja abaixo: Mortos em Tel-Aviv

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