Hamas lança projéteis de fósforo contra civis, acusam israelenses

Grupo extremista que controla a Faixa de Gaza intensifica ataques ao sul de Israel, que responde com ofensiva aérea

Nathalia Watkins ESPECIAL PARA O ESTADO TEL-AVIV, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2010 | 00h00

TEL-AVIV

Pelo menos 13 foguetes e granadas de morteiro foram lançados ontem da Faixa de Gaza, território controlado pelo grupo palestino radical Hamas, dois deles bombas de fósforo, de acordo com Exército de Israel. O uso do armamento em área civil é proibido por leis internacionais. O ataque, porém, não deixou feridos nem causou danos materiais significativos.

Israel respondeu à chuva de foguetes horas depois, com um ataque aéreo a túneis utilizados para contrabando próximos a fronteira com o Egito, operação que deixou um palestino, que construía um dos túneis, morto.

Moradores da região da fronteira relatam que a insegurança voltou à região com mais intensidade depois do início das conversações diretas entre Israel e os palestinos, mas ainda preferem negociações sob fogo à manutenção da situação atual.

"Temos de apoiar a solução de dois Estados. Só assim poderemos responsabilizar outro país por atos de violência e tomar nossa defesa legítima. Se realizamos outra operação para cessar os ataques, seremos vistos como os culpados", disse a estudante Hadas Giladi, que mora em Sderot, uma das cidades mais atingidas pelos mísseis lançados a partir da Faixa de Gaza.

Ela vive há três anos na cidade, e conta que dorme num bunker "Essa foi a condição da minha família para que eu pudesse vir estudar em Sderot. É claro que dá medo viver assim. Em outras épocas, eu acordava e dormia ao som do alerta", concluiu.

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