Hamas matou dezenas de opositores, aponta entidade

O Hamas ordenou que militantes eliminassem opositores políticos e supostos colaboradores, aproveitando a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, matando 32 pessoas e ferindo dezenas nesse tipo de ataque, desde dezembro. A denúncia foi feita hoje pela ONG internacional de direitos humanos Human Rights Watch (HRW). A entidade, sediada em Nova York, pediu aos novos governantes da Faixa de Gaza que interrompam o que descreveu como prisões arbitrárias, torturas e execuções sumárias por parte do grupo islâmico. Durante a guerra, "as autoridades do Hamas adotaram medidas extraordinárias para controlar, intimidar, castigar e às vezes eliminar rivais políticos internos, assim como pessoas suspeitas de colaborar com Israel", acusa o grupo humanitário.

AE-AP, Agencia Estado

20 de abril de 2009 | 16h43

O HRW afirmou que os ataques foram a pior onda de violência interna desde que o Hamas passou a controlar Gaza, em junho de 2007, expulsando as forças do Fatah, encabeçado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Atualmente, Abbas controla apenas partes da Cisjordânia, onde há uma forte presença israelense e dezenas de milhares de colonos judeus em assentamentos. Segundo o HRW, as práticas do Hamas estão destinadas, em parte, a sufocar a dissidência em Gaza.

Segundo estimativa da ONG, 18 palestinos foram assassinados por pistoleiros vinculados ao Hamas durante a guerra de 22 dias com os militares israelenses, encerrada em 18 de janeiro. Outras 14 pessoas foram assassinadas após a ofensiva de Israel. Além disso, 49 moradores de Gaza foram baleados nas pernas por homens mascarados entre 28 de dezembro e 31 de janeiro e 73 sofreram fraturas nos braços ou nas pernas, de acordo com o grupo humanitário.

A Human Rights Watch apontou que a repressão também se intensificou na parte da Cisjordânia controlada por Abbas. Forças de segurança de Abbas têm reprimido simpatizantes do Hamas na Cisjordânia desde que o Hamas capturou Gaza, segundo o documento. Em janeiro e fevereiro, segundo a HRW, um detido morreu na prisão e 31 denunciaram maus tratos.

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