Hamas não pretende se desarmar, diz número dois do grupo

Negociações estão sendo mediadas pelo Egito, que também ajudou a costurar um cessar-fogo entre palestinos e israelenses

AE, Agência Estado

24 de novembro de 2012 | 14h45

CAIRO - O Hamas não pretende interromper a aquisição e fabricação de armamentos, disse neste sábado, 24, o número 2 do grupo, Moussa Abu Marzouk, em entrevista à Associated Press. A declaração indica que devem ser complicadas as negociações indiretas entre Israel e o grupo palestino para um novo acordo para a Faixa de Gaza.

As negociações estão sendo mediadas pelo Egito, que também ajudou a costurar um cessar-fogo que pôs fim a oito dias de bombardeios na região no começo desta semana. Os combates mataram 166 palestinos e seis israelenses.

A trégua entrou em vigor na quarta-feira, 21,  e tem sido amplamente respeitada. Moradores de Gaza disseram que o controle na fronteira está um pouco menos rígido, com Israel permitindo a passagem de pescadores e agricultores.

Segundo Abu Marzouk, conversas para uma redução ainda maior das restrições na fronteira devem acontecer na segunda-feira, 26, no Cairo. Representantes de Israel e do Hamas não se encontram pessoalmente, e as negociações são feitas através de intermediários egípcios.

Uma autoridade israelense disse que Israel provavelmente condicionará um relaxamento maior do controle na fronteira de Gaza à disposição do Hamas de se desarmar. Abu Marzouk, no entanto, disse que o Hamas não aceitará essa exigência. "Essas armas nos protegeram e não vamos parar de comprá-las ou fabricá-las, de jeito nenhum", disse em seu escritório, nos arredores do Cairo.

Membros do Hamas em Gaza disseram que desenvolveram uma indústria local de armamentos. Já o líder do grupo, Khaled Mashaal, afirmou que o Hamas recebe armas do Irã desde a última ofensiva de Israel na região, há quatro anos. Esses armamentos chegam a Gaza através de túneis sob a fronteira com o Egito. As informações são da Associated Press.

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