Hamas não se opõe a monitoramento europeu em Gaza

O grupo palestino Hamas afirmou hoje que "não se opõe" ao monitoramento da União Europeia (UE) na passagem fronteiriça em Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito. A sugestão de monitoramento, feita recentemente, seria um modo de romper o bloqueio israelense e egípcio ao território controlado pelo Hamas.

AE, Agência Estado

08 de junho de 2010 | 15h51

"Nós não nos opomos à presença de um organismo de monitoramento europeu na passagem de Rafah, desde que não haja interferência israelense neste assunto", afirmou Sami Abu Zuhri, um porta-voz do Hamas. "Nós estamos prontos e preparados para estudar a ideia das inspeções europeias de navios vindos para Gaza. Não nos opomos a esta ideia."

A Espanha, que ocupa a presidência rotativa da UE, afirmou que divulgará em breve uma proposta para encerrar o bloqueio israelense na Faixa de Gaza. A iniciativa surgiu após a ação israelense para interceptar uma flotilha humanitária que seguia para Gaza, que resultou na morte de nove ativistas na semana passada.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, disse que a UE poderia ajudar a reduzir as tensões em Gaza ao inspecionar as cargas dos navios que seguirem para o território e o material que passar por terra, em Rafah. Israel mantém as fronteiras de Gaza praticamente fechadas, após o Hamas e dois grupos militantes capturarem um soldado israelense, em junho de 2006. Um ano depois, o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza.

Com isso, apenas itens de primeira necessidade podem passar pelo território e a capacidade de os palestinos se locomoverem ficou bastante restringida. Israel afirma que isso é necessário para conter o Hamas, que está comprometido em seu estatuto com a destruição do Estado israelense. Os críticos veem o embargo como uma "punição coletiva" aos 1,5 milhão de habitantes da Faixa de Gaza.

Hoje, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse em Berlim que a UE poderia atuar nessa questão, desde que houvesse a concordância das duas partes envolvidas. O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, afirmou que a UE poderia "ajudar como ajudou no passado", garantindo o fluxo de bens para Gaza e evitando que entrem armas no território. As informações são da Dow Jones.

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