Hamas prende ativistas do Fatah em reação a atentado

A força de segurança do Hamas prendeu dezenas de ativistas do grupo rival Fatah, arremessou granadas na casa de um líder do Fatah e fixou postos de controle ao longo da Faixa de Gaza. As ações seguiram-se à explosão de um carro numa praia ontem, que matou cinco membros do Hamas e uma criança de seis anos. Líderes do Hamas culparam o Fatah pela explosão, embora as circunstâncias do incidente ainda não tenham sido esclarecidas. Os líderes do Fatah negaram envolvimento no episódio e um assessor do presidente palestino Mahmoud Abbas disse que a repressão do Hamas ao Fatah - a mais severa dos últimos meses - está reduzindo as perspectivas de uma eventual reconciliação.Se o alvo do atentado de ontem tiver mesmo sido o Hamas, o ataque foi o mais letal desde que militantes islâmicos expulsaram de Gaza as forças de seguranças aliadas ao Fatah numa violenta ocupação há mais de um ano.A explosão foi detonada sob um carro estacionado próximo a uma praia lotada da cidade de Gaza na sexta à noite, quando um grupo de ativistas do Hamas fazia um piquenique, segundo autoridades do grupo islâmico. Três militantes do Hamas e uma garota morreram imediatamente. Outros dois ativistas morreram hoje e 15 pessoas ficaram feridas, de acordo com o Ministério da Saúde da Palestina. Entre os mortos, estava um veterano comandante do Hamas e Iyad al-Hayeh, sobrinho de um congressista do Hamas. Osama al-Hayeh, filho do congressista, ficou ferido.A tensão era evidente nas ruas de Gaza após a explosão. Centenas de simpatizantes do Hamas acompanharam o funeral das vítimas, agitando bandeiras do movimento. Homens armados com rifles automáticos atiravam para o ar e prometiam vingança.

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