Hamas promete atentados; Likud lidera pesquisas

O grupo Hamas celebrou hoje seu aniversário de 15 anos com uma manifestação liderada por militantes armados e homens à espera de uma convocação para lançar bombas. Os manifestantes fizeram ameaças contra Israel, enquanto uma autoridade israelense disse que os soldados devem permanecer em Belém durante o Natal. O presidente de Israel havia dito ao papa João Paulo II, numa reunião, ontem, no Vaticano, que os soldados se retirariam antes do feriado do Natal, caso não houvesse nenhum alerta terrorista. No entanto, o perigo de mais bombas e disparos aumenta, afirmou esta graduada autoridade israelense, falando sob condição de anonimato. Enquanto isso, pesquisas de opinião em Israel indicaram que o Partido Likud, de Ariel Sharon, quase dobraria sua força nas eleições gerais de 28 de janeiro, consagrando a firme posição do primeiro-ministro como o favorito, contra o líder pacifista Amram Mitzna. Em duas pesquisas, o Likud obteve respectivamente 39 e 35 cadeiras no Parlamento de 120 assentos, tornando-se de longe o maior partido. Soldados israelenses na Cisjordânia mataram hoje um militante islâmico suspeito que tentava fugir, enquanto dois ativistas do grupo islâmico Jihad ficaram seriamente feridos numa explosão no campo de refugiados de Gaza, aparentemente quando tentavam fabricar uma bomba, que explodiu prematuramente. A manifestação do Hamas num estádio na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, reuniu pelo menos 30 mil simpatizantes, que ergueram seus punhos no ar e cantaram "Deus é Grande", enquanto um dos fundadores do grupo, Ahmed Nimer Hamdan, disse que a luta contra Israel continuará. Os combatentes do Hamas "não vão depor suas armas e não vão parar de disparar seus tiros até o fim desta batalha", afirmou Hamdan. O grupo militante islâmico foi fundado em dezembro de 1987, poucos dias depois do início da revolta palestina contra a ocupação israelense. Desde então, o grupo levou a cabo tiroteios e lançou bombas que mataram centenas de israelenses. O grupo é contra às negociações de paz com Israel e se negou a reconhecer a Autoridade Palestina, estabelecida em 1994, como parte de um acordo de paz provisório.

Agencia Estado,

13 Dezembro 2002 | 17h16

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