Hamas promete executar espiões a serviço de Israel

O movimento islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza, afirmou hoje que, em breve, começará a executar pessoas condenadas por espionar a serviço do Estado de Israel. "A pena de morte será aplicada para os agentes israelenses que foram sentenciados à morte, apesar da posição dos grupos de direitos humanos que rejeitam esses tipos de sentenças", disse o ministro do Interior do Hamas, Fathi Hammad.

AE, Agencia Estado

24 de março de 2010 | 17h19

"O futuro próximo irá testemunhar a condução das sentenças de morte", disse em comunicado. O governo da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, disse que as sentenças de morte foram dadas nos dois últimos meses, e que alguns outros dos condenados receberam sentenças de prisão.

O Hamas aprovou a pena de morte para espiões, assassinos e traficantes de drogas, mas oficialmente ainda não a aplicou em ninguém desde que tomou o poder na Faixa de Gaza em 2007, após derrotar as forças palestinas leais ao presidente Mahmoud Abbas.

Contudo, vários supostos informantes foram mortos por grupos armados durante o ataque israelense à Faixa de Gaza no final de 2008 e em janeiro de 2009, de acordo com os grupos de direitos humanos. Em agosto passado, a Human Rights Watch, baseada em Nova York, acusou o Hamas de matar pelo menos 32 opositores políticos e supostos informantes durante e após a guerra, e de ter mutilado dezenas de outros.

As forças israelenses de segurança frequentemente usam informantes palestinos nos territórios ocupados. Eles têm ajudam a evitar ataques contra alvos israelenses e também colaboram no assassinato de militantes graduados.

As organizações palestinas que defendem os direitos humanos têm condenado as execuções extrajudiciais e pedem que os supostos colaboradores e informantes sejam julgados de acordo com a lei. O Hamas não respeita a lei secular palestina, uma vez que não reconhece a legitimidade de Abbas, cujo mandato acabou em 2009. As informações são da Dow Jones.

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