Hamas rejeita plano de paz árabe

O Hamas, um dos grupos militantes na vanguarda da revolta palestina, rejeitou a iniciativa árabe de paz para Israel, e prometeu continuar com "todos os tipos de resistência". "As resoluções da reunião de cúpula estão abaixo das aspirações e dos sacrifícios do povo palestino. As resoluções ignoraram muitas das exigências do povo palestino", declarou à Associated Press Osama Hamdan, representante do Hamas no Líbano. Ao final de uma reunião de dois dias em Beirute, a Liga Árabe ofereceu paz a Israel, reconhecimento do Estado israelense e "relações normais" em troca da retirada dos israelenses das terras árabes conquistadas com a guerra, a criação de um Estado palestino com Jerusalém Leste como capital e uma "solução justa" para os refugiados palestinos. A "solução" imaginada para os refugiados é baseada na resolução da ONU de 1948, segundo a qual os palestinos deveriam ter permissão para voltar para suas casas, ou deveriam ser indenizados pelas perdas que tiveram. Na Cidade de Gaza, o porta-voz do Hamas Abdel Aziz Rantisi disse que a cúpula da Liga Árabe não mudou nada para seu grupo, que se dedica à destruição de Israel. "Enquanto houver ocupação, haverá resistência. Então dizemos claramente: a ocupação deve ser suspensa e então haverá outra coisa", disse Rantisi. O homem-bomba que matou 20 pessoas e feriu mais de 130 em um jantar da Páscoa judaica na cidade israelense de Netanya, na quarta-feira, era membro do Hamas. Mas Rantisi negou que houvesse uma coincidência entre a matança e a reunião de cúpula árabe, que começou cerca de sete horas antes do atentado. Não houve "nenhum tipo de relação entre a operação e o encontro de cúpula", afirmou Rantisi. "A relação é diretamente com a ocupação."

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