Hamas rejeita queixa de ´simulacro de tribunal´ em Gaza

Autoridades do Fatah se queixam que facção rival realiza julgamento humilhante

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h48

Autoridades palestinas da facção Fatah, apoiada pelo Ocidente, se queixaram neste domingo que os combatentes do Hamas, vencedores das escaramuças no Norte da Faixa de Gaza, submeteram quatro de seus partidários a um "simulacro de tribunal". O Movimento Islâmico Hamas rejeitou a acusação, afirmando que anistiou os combatentes do Fatah, que, segundo residentes, foram apresentados a uma audiência pública na cidade de Beit Lahiya. "Eles trouxeram os homens, inclusive o líder Rashed Abu Ajeena, com as mãos algemadas. Foi muito humilhante," disse um representante do Fatah, partido secular dirigido pelo presidente Mahmoud Abbas, cujas forças em Gaza o Hamas desbaratou na semana passada. Segundo fontes próximas ao Hamas, alguns dos quatro eram suspeitos de matar membros do Hamas, mas a liderança do Hamas decidiu dar uma anistia geral, poupando-lhes as vidas --apesar de os ataques contra os homens do Hamas nos redutos do Fatah na Cisjordânia terem provocado a sua fúria. "A moralidade islâmica" ditou a anistia, disse uma nota do Hamas, "apesar da agressão cotnra o movimento Hamas na Cisjordânia pelos líderes da traição." Militantes do Hamas leram as "acusações" diante de uma multidão convocada através de megafones em Beit Lahiya, disseram habitantes da cidade. Eles em seguida divulgaram uma nota que dizia: "As Brigadas Qassam anistiaram os quatro réus acusados de envolvimento em crime e anarquia." Na sexta-feira, o Hamas interrogou e liberou 10 dos principais chefes de segurança do Fatah em Gaza. O Movimento Islâmico insiste que vai instalar a ordem nesse enclave costeiro, mas enfrenta grandes desafios. O novo chefe de polícia de Gaza disse que 920 criminosos comuns, entre eles "perigosos assassinos", foram soltos de uma prisão administrada pelo Fatah nos combates da semana passada. "Nos próximos dias ou semanas, eles serão todos presos novamente", afirmou. "Aconselho-os a se entregarem. Quem fizer isso receberá uma redução de sentença".

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