Hamas trabalha para impedir novos ataques contra Israel

O governo palestino liderado pelo Hamas está trabalhando às escondidas para acabar com as revoltas violentas contra Israel. Para isso, o governo tem incitado os grupos militantes rivais a refrearem os ataques com mísseis contra o Estado judeu sem a permissão oficial do governo, informou nesta segunda-feira oficiais de ambos os lados da disputa. Embora os ataques com mísseis ainda sejam freqüentes e o Hamas afirme continuar apoiando a resistência violenta contra Israel, o sutil esforço de persuasão do partido islâmico parece uma tentativa de estabilização da situação caótica da região. Segundo o porta-voz do governo palestino, Ghazi Hamad, o Hamas, que não tem nenhuma participação com os ataques com foguetes, tentará tomar o controle dos lançamentos de mísseis negociando com outras facções palestinas. As batalhas entre Israel e Palestina aumentaram consideravelmente nos últimos dias, com militantes lançando mísseis contra Israel e o exército respondendo com ataques aéreos e tiros de artilharia. Na última onda de violência, o exército Israelense atingiu, com tiros de artilharia, uma casa civil ao norte de Gaza onde morava uma menina palestina de oito anos, que morreu. Segundo o exército de Israel, os militares atiraram contra áreas populosas da Palestina em represália aos ataques com mísseis recebidos na última semana. Cerca de 17 palestinos, incluindo 13 militantes, foram mortos em uma ofensiva israelense iniciada na sexta-feira. Dos ataques com mísseis, não houve nenhuma morte do lado de Israel. Um oficial de alto escalão palestino afirmou que o Hamas não propôs oficialmente um cessar-fogo, mas está mandando sinais claros de que quer isso. "Sem um cessar-fogo, o Hamas não poderá construir nada em Gaza. Nada pode ser feito enquanto os (caças) F-16s e os helicópteros Apaches estiverem voando sobre a Palestina, a artilharia Israelense estiver atirando e os ataques com mísseis continuarem." No entanto, não está claro se outros grupos palestinos irão aderir ao cessar-fogo. Segundo fontes do governo, algumas facções rivais têm interesse em ver o Hamas falhar. A Jihad Islâmica, que esteve atrás da maioria dos ataques com mísseis, afirmou que continuará os ataques. "Está na hora de estarmos unidos contra as agressões da ocupação, e não de conversar sobre um novo período de calma", disse Mohammed al-Hindi, um dos líderes da Jihad.

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