Haniye considera reunião com Abbas "positiva"

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ismail Haniye, considerou "positivas" as reuniões com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, nesta quarta-feira. Os dois líderes participaram da reunião juntamente com comandantes das forças de segurança na Cidade de Gaza. "Concordamos em encontrar mecanismos práticos para superar a atual crise, e esperamos que as ruas palestinas sintam, em breve, os resultados positivos e frutíferos destas reuniões com nosso irmão Mahmoud Abbas", disse Haniye a um grupo de jornalistas em Gaza.A reunião realizada nesta quarta-feira entre os dois dirigentes é a quinta nos últimos cinco dias, e tem como objetivo um acordo sobre o "plano dos prisioneiros".O plano pede a criação de um Estado palestino de acordo com a leis internacionais, o que seria um reconhecimento implícito do direito de Israel existir. A idéia é impulsionada pelo dirigente do movimento do Fatah, Marwan Barghouthi, junto com outros representantes que estão presos das principais facções palestinas.O presidente Abbas já advertiu que, se não houver acordo, vai submeter a proposta de um referendo a ser realizado em 26 de julho. As pesquisas de opinião mostram que 77% dos palestinos aprovam o reconhecimento de Israel. Aparentemente, Haniye e Abbas concordaram em continuar o diálogo durante mais uma semana, com a possibilidade de cancelamento do plebiscito caso haja um acordo sobre o "plano dos prisioneiros" antes do final de julho.O deputado do Fatah e homem forte da Faixa de Gaza, Mohammed Dahlan, anunciou nesta quarta-feira um acordo com o Hamas para a retirada da nova força de segurança criada pelo Ministério do Interior das ruas de Gaza.Segundo Dahlan, Haniye concordou que só os agentes da Polícia e das forças de segurança nacional estejam nas ruas de Gaza. "O primeiro-ministro Haniye aceitou o acordo e tem intenção de aplicá-lo", disse Dahlan.De acordo com o deputado, será realizada uma reunião entre os dirigentes das forças de segurança e o ministro do Interior da ANP, Said Siyam, para colocar em prática o acordo entre o presidente e o primeiro-ministro. Ele não especificou quando isto ocorrerá.Há dois meses, Siyam anunciou a criação de uma força auxiliar de 3 mil pessoas, principalmente membros do braço armado do Hamas. Essa nova força foi rejeitada imediatamente pelas outras forças de segurança, controladas pela Fatah, causando combates armados que mataram mais de 15 palestinos. Siyam denunciou que as outras forças de segurança não obedecem às suas ordens e são fiéis apenas a Abbas. Trégua Ainda nesta quarta-feira o Hamas se mostrou disposto a oferecer uma trégua de 50 a 60 anos caso Israel concorde em se retirar da Cisjordânia, voltando às linhas, ou fronteiras, anteriores à guerra de 1967.O conselheiro político do premier palestino, Ahmed Youssef, disse ao jornal israelense Haaretz que o Hamas prefere deixar para "um futuro distante" um acordo de paz com o Estado de Israel, cuja legitimidade não reconhece. "Se chegarmos a um acordo para um cessar-fogo, o futuro vai dizer se Israel quer viver em paz com os palestinos", acrescentou Youssef. Segundo ele, seu grupo não pretende reconhecer o Estado de Israel

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