Haniye responsabiliza Israel por onda de violência

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniye, declarou nesta terça-feira que a ocupação israelense é a responsável pelo aumento da violência nos territórios palestinos. Nesta segunda-feira, um suicida palestino matou dez pessoas e feriu dezenas em Tel-Aviv. O primeiro-ministro fez estas declarações na reunião de seu governo, realizada por videoconferência entre Gaza e Cisjordânia, já que Israel proíbe os ministros palestinos de circularem entre os dois territórios. Segundo o dirigente do Hamas, "alcançar a paz e a segurança nos territórios depende do fim da ocupação israelense e de conceder aos palestinos seus direitos". Além disso, Haniye indicou que "há indícios de que Israel aumentará suas agressões contra o povo palestino". Haniye lembrou que há mais de oito mil palestinos em prisões israelenses, onde são "vítimas de agressões", e pediu às organizações de direitos humanos que se esforcem para aliviar seu sofrimento. O primeiro-ministro elogiou o Irã e o Catar por terem se comprometido a doar fundos de emergência para o governo do Hamas, que está à beira da falência depois que a União Européia e os Estados Unidos suspenderam as ajudas financeiras à Autoridade Nacional Palestina (ANP). Pedido de desculpas Enquanto isso, dois grupos armados palestinos exigiram nesta segunda-feira que o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, peça desculpas por ter tachado o atentado suicida de segunda-feira de "vil". Trata-se de membros das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, do movimento Fatah, e dos Comitês de Resistência Popular, que concederam uma entrevista coletiva conjunta na Cidade de Gaza, em que afirmaram que a condenação de Abbas representa uma "afronta ao sangue dos mártires". "A operação de martírio em Tel-Aviv foi uma ação heróica da qual todo palestino está orgulhoso", disseram. "Nós nos perguntamos quem se beneficia ao chamar a resistência de vil. Nós devemos nos manter calados diante dos crimes de Israel?", afirmou um dos porta-vozes do grupo, Abu Muhayid. As forças de segurança palestinas informaram que o Exército israelense deteve 23 palestinos esta madrugada após o atentado de segunda-feira, entre eles o pai e dois amigos do suicida, Sami Hamad, de 20 anos.

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