Haniyeh apresentará renúncia para formar governo de unidade

O primeiro-ministro da Autoridade NacionalPalestina (ANP), Ismail Haniyeh, apresentará nesta quinta-feira sua carta derenúncia ao presidente Mahmoud Abbas para a formação de um novogoverno de união nacional, disseram fontes palestinas que pedirampara não serem identificadas. As fontes acrescentaram que o ato acontecerá na Cidade deGaza, onde o movimento islâmico Hamas (de Haniyeh) e o Fatah(presidido por Abbas) também negociarão a distribuição dosministérios do próximo Governo. No entanto, o gabinete do presidente da ANP na cidadecisjordaniana de Ramala afirmou que Abbas deve se reunir esta tardecom o ministro das Relações Exteriores da França, PhilippeDouste-Blazy. Há dois dias, em Paris, Douste-Blazy disse em um debate sobre oOriente Médio no Senado que espera "viajar na sexta-feira à noite",e ficará sábado e domingo na região. Abbas pedirá a Haniyeh a formação do novo Governo de uniãonacional, o que ambos definiram na segunda-feira passada, parasuperar a crise em Gaza e na Cisjordânia devido à interrupção detransferências dos países doadores à ANP. Esse embargo de deve ao isolamento imposto pelo Quarteto de Madri- Estados Unidos, a União Européia (UE), Rússia e ONU - e por váriosGovernos árabes ao Executivo do Hamas, representado peloprimeiro-ministro Haniyeh. Um dos objetivos do próximo Governo será apresentar umaplataforma política com posições moderadas, a fim de conseguir oapoio internacional que, segundo suposições da imprensa palestina,possibilitará a suspensão do embargo financeiro. Ao assumir suas funções, em março passado, Haniyeh e osporta-vozes do Hamas rejeitaram as três exigências da comunidadeinternacional: o desarmamento de sua milícia, o reconhecimento dalegitimidade de Israel e o respeito aos acordos assinados pelaOrganização para a Libertação da Palestina (OLP). Por enquanto, não está claro se Haniyeh - que continuará à frenteda nova coalizão - cumprirá essas exigências, pois, até agora, nãose sabe a plataforma do Governo de unidade. A UE amenizou parcialmente a crise financeira, que há seis mesesimpede Haniyeh de pagaros salários de cerca de 165.000 funcionáriospúblicos, através de doações transferidas a Abbas para pagar opessoal de saúde e os combustíveis para as funcões da ANP.

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