Haniyeh prevê vitória caso palestinos se mantenham firmes

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ismail Haniyeh, prometeu neste domingo a seu povo que se todos "se mantiverem firmes em seus princípios" a vitória será conquistada, apesar do ostracismo a que está submetido seu Governo pela comunidade internacional."O cerco não conseguiu minar a fé do povo palestino na justiça de sua causa", afirmou Haniyeh, do Movimento Islâmico Hamas, ao começar com o primeiro dia de jejum em razão das celebrações do mês do ramadã, sagrado para os muçulmanos. As palavras do primeiro-ministro seguem a uma acusação do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que o responsabilizou de voltar "à estaca zero" as negociações que há menos de duas semanas tinham culminado com um acordo para formar um Governo de união nacional que colocasse fim a esse cerco internacional."Seguir ao pé da letra os nossos valores e nossos princípios nos conduzirá à vitória", disse Haniyeh em alusão à negativa do Hamas de cumprir as três exigências do Quarteto de Madri para aceitar seu Governo e retomar a crucial ajuda econômica à ANP.As exigências do Quarteto, formado por Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia, são o reconhecimento de Israel; o respeito aos acordos assinados com o Estado israelense e o desarmamento do Hamas, pois a ANP conta com seus organismos de segurança."Os palestinos desejam uma rabanada de pão, mas com honra, não uma rabanada de paz a qualquer preço", afirmou o premier, cujo Governo, devido ao boicote dos doadores estrangeiros, está há sete meses sem poder pagar os salários de 165 mil funcionários públicos.O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, retomará nesta segunda-feira seus contatos com o Hamas a fim de reconsiderar a criação de um Governo de unidade entre ambas as organizações, que ainda não conseguiram superar suas divergências sobre a plataforma política a ser adotada.Haniyeh pediu ao presidente Abbas e ao povo palestino que se unam "frente ao inimigo comum", Israel. O secretário do Governo da ANP, Mohammed Awad, afirmou que quando Abbas retornar ao território, depois de suas viagem aos Estados Unidos e ao Egito, será realizado um avanço nos esforços para formar o Governo de unidade, embora não tenha esclarecido em números essa esperança.

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