Daniel Leal-Olivas/Pool Photo via AP
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Príncipe Harry e Meghan renunciam a funções de alto escalão da família real britânica 

Duque e duquesa de Sussex abrem mão dos privilégios da família real para buscar independência financeira nos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2020 | 16h19
Atualizado 13 de janeiro de 2020 | 09h28

LONDRES - O príncipe Harry e sua mulher, Meghan Markle, duquesa de Sussex, anunciaram nesta quarta-feira, 8, que abandonarão suas funções de alto escalão como membros da família real britânica para passar mais tempo nos EUA.  Assim, eles abrem mão dos privilégios da família real  para buscar a independência financeira do casal. 

"Temos a intenção de nos retirarmos como membros de primeiro escalão da família real e trabalhar para adquirir independência financeira, sem deixar de apoiar plenamente à sua majestade, a rainha (Elizabeth II)", afirmou o comunicado do Palácio de Buckingham

"Depois de muitos meses de reflexão e discussões internas, decidimos iniciar uma transição este ano e começar a trabalharmos progressivamente em um novo papel dentro dessa instituição. A partir de agora queremos equilibrar nosso tempo entre o Reino Unido e os EUA." 

A família real britânica, que não passa por seu melhor momento, afirmou entender a inquietude do jovem casal, mas advertiu que se trata de uma decisão complicada. 

"As discussões com o duque e a duquesa de Sussex estão em um estado precoce", afirmou um comunicado do Palácio de Buckingham. "Compreendemos seu desejo de iniciar outra jornada, mas são questões complicadas que requerem tempo para serem respondidas."

A família real britânica teve um 2019 turbulento. Em outubro, Meghan fez um desabafo sobre como era difícil para ela adaptar-se ao estilo de vida da família real. O casal entrou numa batalha legal contra os tabloides britânicos, que publicaram cartas que Meghan escreveu ao pai. Harry acusou os jornais de submeterem sua mulher ao mesmo “bullying” pelo qual ele viu sua mãe, a princesa Diana, sofrer.

Harry e Meghan passaram o Natal no Canadá após se queixarem publicamente da excessiva pressão dos meios de comunicação. O casal e o filho Archie, de 8 meses, passaram as festas de fim de ano com a mãe de Meghan, Doria Ragland.

Na terça-feira, o casal visitou a instituição diplomática Casa do Canadá, em Londres, para agradecer pela hospitalidade que recebeu durante as festas de fim de ano no país. Foi a primeira aparição pública dos dois em 2020, depois de fazerem uma pausa de seis semanas no Canadá.

Na mensagem de Natal da rainha Elizabeth II, a fotografia de Harry e Meghan não aparecia em cima da mesa junto à qual a monarca falou à nação. Nas imagens divulgadas pela família real britânica, pode ver-se como a rainha tem ao seu lado quatro fotografias emolduradas: do seu filho, príncipe Charles, e a mulher, Camilla Parker-Bowles; do marido, o príncipe Phillip; do seu neto príncipe William e a mulher, Kate Middleton, e os três filhos do casal; e também do seu pai, o rei George VI.

Segundo Dickie Arbiter, antigo assessor da casa real britânica, a única ocasião em que a família real britânica se viu numa situação semelhante foi quando Edward VIII abdicou do trono em 1936 para casar com uma mulher divorciada – algo que abalou a realeza britânica. Mas há diferenças: Edward VIII ainda não tinha sido coroado, mas estava na linha direta de sucessão ao trono, ao contrário de Harry. O duque de Sussex é o sexto na linha sucessão ao trono. / AFP, EFE e Ansa

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