Daniel LEAL-OLIVAS / AFP
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Harry e Meghan renunciarão aos títulos de nobreza

O casal, que anunciou sua intenção de buscar uma 'independência econômica', também não receberá mais dinheiro dos cofres públicos.

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2020 | 16h41

LONDRES - O príncipe Harry e a mulher dele, Meghan, vão renunciar a seus títulos de nobreza e deixarão de receber dinheiro dos cofres públicos após a decisão de abandonar as responsabilidades como membros da Família Real, informou o Palácio de Buckingham neste sábado (18). 

"Os duques de Sussex deixarão de utilizar seus títulos de nobreza, já que interromperão suas tarefas como membros da família real", indicou o comunicado, destacando que o casal está de acordo em pagar certas despesas recentes."Harry, Meghan e Archie serão sempre membros amados de minha família", disse a rainha Elizabeth II em um comunicado, referindo-se ao casal e seu bisneto.

"Reconheço os desafios que eles têm enfrentado como resultado desse intenso escrutínio nos últimos dois anos e apoio sua vontade de ter uma vida mais independente", disse a rainha, acrescentando que ficou particularmente orgulhosa de como Meghan "se tornou um membro da família".

Harry, de 35 anos, e Meghan, uma atriz americana de 38 anos, provocaram uma crise na monarquia britânica este mês ao anunciar que eles queriam deixar de cumprir as tarefas do primeiro escalão da família real e buscar sua "independência econômica". 

Nos últimos dias, a rainha, seu filho príncipe Charles e os netos, príncipes William e Harry, discutiram como pôr em prática o desejo do casal, que pretende dividir seu tempo entre a América do Norte e o Reino Unido. Segundo o Palácio de Buckingham, eles não receberão mais os fundos públicos, que correspondem a 5% de seus gastos anuais – os 95% restantes são pagos pelo príncipe Charles – e devolverão o dinheiro gasto com a reforma de sua casa nos arredores do Castelo de Windsor, oeste de Londres, o Frogmore Cottage, que continuará sendo a casa familiar deles no Reino Unido. A reforma foi paga com 2,4 milhões de libras (cerca de R$ 13 milhões) do Tesouro.

O Palácio informou, ainda, que não fará comentários sobre quem vai pagar a conta pelo dispositivo de segurança de Harry, Meghan e o filho do casal, Archie, no Canadá, uma questão que tem provocado polêmica.

O casal Sussex está determinado a se transformar em uma marca global. Harry e Meghan registraram em dezembro o nome de sua fundação de caridade, Sussex Royal, como uma marca comercial. O pedido de marca abrange uma ampla gama de produtos e serviços, de livros a roupas e campanhas educacionais e de caridade.

Vários especialistas em branding declararam que Harry e Meghan têm “uma marca já pronta” que pode ganhar até 500 milhões de libras (cerca de R$ 2,6 bilhões) no primeiro ano. O site InfluencerMarketingHub aponta que, com 10 milhões de seguidores no Instagram, eles poderiam esperar US$ 34 mil por um post patrocinado.

Ambos defendem causas ambientalistas e querem desenvolver sua fundação de caridade mediante novos projetos.

O anúncio de Harry e Meghan, poucos dias após as festas de fim de ano, surpreendeu toda a família real.

A rainha imediatamente pôs mãos à obra para conter a crise, após as desventuras que marcaram a família em 2019, e deu instruções para que, em questão de "dias", o papel de Harry e Meghan fosse redefinido na monarquia britânica.

Harry é o sexto na ordem de sucessão ao trono. Após uma adolescência rebelde, o príncipe pareceu ter acertado o prumo com Meghan, uma atriz americana, filha de pais divorciado e ela mesma divorciada, e com um histórico familiar complexo.

Mas o príncipe admitiu recentemente, ao lado do irmão mais velho, William, que as circunstâncias da morte da mãe dos dois, a princesa Diana, em um acidente de carro em 1997, em Paris, enquanto era perseguida por "paparazzi", havia marcado sua vida de forma definitiva.

"Perdi minha mãe e agora vejo a minha mulher se tornar vítima das mesmas forças poderosas", declarou Harry em uma entrevista no ano passado.  / AFP

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