Inez and Vinoodh / The New York Times
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Harvard revoga convite de acadêmico visitante a Chelsea Manning

Decisão foi tomada após série de críticas e protestos

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 15h44

WASHINGTON - Um decano da Universidade Harvard revogou nesta sexta-feira um convite a Chelsea Manning, condenada por ter feito vazar arquivos de inteligência dos Estados Unidos, para ser acadêmico visitante da prestigiada universidade depois das agudas críticas que surgiram em torno de sua decisão.

Manning falará a estudantes de Harvard, mas não será considerada acadêmica visitante, informou em comunicado o  decano da Kennedy School de Harvard.

"Agora vejo mais claramente que muita gente encara um título de acadêmico visitante como uma honra", escreveu o decano Douglas Elmendorf.

"Portanto, estamos retirando o convite para que ela seja acadêmico visitante - com a honra que isso significa para algumas pessoas - enquanto mantemos o convite para que passe o dia na Kennedy School e fale em nosso auditório".

O diretor da CIA, Mike Pompeo, retirou-se de um fórum em Harvard e o ex-diretor interino Mike Morrell afatou-se do corpo docente desta universidade na quinta-feira em protesto pela nomeação de Manning como acadêmico visitante.

Conhecido então como Bradley Manning, foi condenado por espionagem e outras acusações em 2013 por fazer vazar centenas de milhares de comunicações diplomáticas secretas americanas e outros documentos para o WikiLeaks.

A condenação a 35 anos de prisão do ex-analista de inteligência foi comutada pelo presidente Barack Obama a 7 anos, a partir de sua prisão em 2007. Com isso Chelsea Manning foi liberada em maio. Quando estava na prisão, Manning fez a transição de homem para mulher. / AFP

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