Hatoyama quer construir relação 'de confiança' com Obama

Novo premiê diz que adotará uma postura mais ativa, mas afirma que política externa não excluirá os americanos

Efe,

16 de setembro de 2009 | 10h19

O recém-nomeado primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, disse nesta quarta-feira, 16, que quer "construir uma relação de confiança" com o presidente dos EUA, Barack Obama, mas insistiu que manterá sua postura sobre a revisão da presença militar americana no Japão.

 

Em sua primeira entrevista coletiva como chefe de governo, Hatoyama disse que seu objetivo é estabelecer um diálogo "franco e aberto" com Obama, cujo país é um dos principais parceiros do Japão, além de manter quase 50 mil efetivos militares no arquipélago.

 

Por enquanto, não foi determinada uma data para a reunião entre o líder americano e Hatoyama, que viajará na próxima semana aos EUA para participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), em Pittsburgh.

 

O novo premiê japonês disse que, até agora, a relação com os EUA foi "passiva" e defendeu laços mais ativos por parte do Japão. Hatoyama também detalhou que, dentro do governo, "é preciso discutir e resolver" alguns pontos relacionados aos EUA, especialmente "questões sobre a segurança entre os dois países a longo prazo". "É importante dialogar", insistiu, antes de ressaltar que não tem intenção de promover uma política externa que "exclua os americanos".

 

O Partido Democrático (PD) de Hatoyama tirou do poder o Partido Liberal Democrático (PLD), após vencer as eleições de 30 de agosto, e governa a partir desta quarta-feira em coalizão com o Novo Partido do Povo (NPP) e o esquerdista Partido Social Democrata (PSD). Este último se opõe à presença de bases militares dos EUA no Japão, e o próprio PD aceitou revisar sua situação durante esta legislatura.

 

Na entrevista coletiva, Hatoyama se mostrou decidido a reduzir a burocracia na esfera política e impulsionar a debilitada economia, duas promessas de sua campanha eleitoral. Também pediu paciência aos cidadãos perante a inexperiência de seu gabinete, integrado por políticos que chegam ao poder após terem permanecido durante décadas na oposição. "Foi uma vitória do povo", concluiu o novo premiê japonês.

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