Havana anistiará quase 3 mil presos e Raúl recua em reforma migratória

A mídia estatal cubana anunciou ontem que o governo concederá anistia por questões humanitárias a quase 3 mil presos, entre eles alguns condenados por crimes políticos. Entre os que serão soltos nos próximos dias a pedido de parentes e entidades religiosas estão alguns presos com mais de 60 anos, doentes, mulheres e jovens que não têm uma longa ficha criminal. A mídia destacou que os condenados por crimes sérios como assassinato, espionagem ou tráfico de drogas não serão anistiados.

O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2011 | 03h01

Ainda ontem, o presidente cubano, Raúl Castro, disse ao Parlamento que seu governo introduzirá mudanças "paulatinas" na política migratória de Cuba, reduzindo as expectativas sobre uma iminente reforma que acabaria com décadas de restrições de viagens para os cubanos. Esperava-se um anúncio de reforma depois que, em agosto, Raúl disse que seu gabinete trabalhava para "reduzir proibições" às viagens que perduram "desnecessariamente".

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