Havana impede dissidente de deixar a ilha

A opositora cubana Gisela Delgado denunciou ontem que as autoridades lhe rejeitaram a possibilidade de sair de Cuba, no primeiro caso conhecido desde a entrada em vigor - no dia 14 - de uma reforma imigratória que pôs fim à autorização de saída e à exigência de uma carta-convite, medidas que vigoraram durante meio século na ilha.

HAVANA, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2013 | 02h05

Delgado, de 47 anos, membro do grupo opositor Damas de Branco e casada com o também dissidente Héctor Palacios, disse à agência France Presse que as autoridades de imigração disseram que ela não poderia sair de Cuba em razão de suas atividades "contrarrevolucionárias".

Ela destacou que seu passaporte está vigente e pretendia viajar para os EUA para visitar seus pais e sua filha.

Segundo a reforma migratória, apenas um grupo de funcionários, profissionais e esportistas cubanos, considerados "vitais", devem pedir autorização para deixar a ilha, os demais cidadãos podem viajar livremente se tiverem visto dos países de destino. As autoridades já havia negado o direito de deixar Cuba aos ex-presos políticos Ángel Moya, marido da líder das Damas de Branco, Berta Soler, e José Daniel Ferrer, por estarem em liberdade condicional. / AFP

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