Haverá 'duros confrontos' no Afeganistão, adverte Gates

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, voou para Cabul hoje para uma visita não anunciada. No Afeganistão, Gates advertiu sobre o "duro confronto" pela frente, apesar dos sinais de progresso na guerra de oito anos contra os insurgentes do Taleban. Ele disse que haverá "alguns confrontos muito duros" pela frente, no momento em que os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ampliam a pressão sobre os militantes do Taleban no sul do país, como parte de uma estratégia para encerrar a guerra.

AE, Agencia Estado

08 de março de 2010 | 10h50

Gates notou alguns avanços, ao ser questionado sobre os recentes anúncios de prisões de líderes do Taleban no vizinho Paquistão. Ele disse, porém, que ainda é cedo para dizer que a vantagem está do lado das forças de coalizão. Aproximadamente 6 mil das 30 mil tropas adicionais pedidas pelo presidente Barack Obama em dezembro já chegaram ao Afeganistão, segundo Gates. O restante deve chegar até o fim de agosto.

É a primeira visita do chefe do Pentágono ao Afeganistão desde o início da ofensiva em Marjah, uma área dominada pelo Taleban, em 13 de fevereiro. Essa campanha é vista como um teste crucial para o conflito. Gates pretende discutir os resultados da ofensiva, considerada a maior desde a invasão do país em 2001, liderada pelos EUA. Ele deve tratar do assunto com o comandante das tropas dos EUA e da Otan, general Stanley McChrystal, bem como de outras ações previstas para este ano.

Gates também deve se encontrar com o presidente afegão, Hamid Karzai, que visitou ontem Marjah. A agência iraniana Mehr chegou a informar que o presidente Mahmoud Ahmadinejad visitaria o Afeganistão hoje para conversar com Karzai. Um funcionário do escritório presidencial, porém, negou que a visita ocorrerá agora.

Ahmadinejad pede a retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão, país com laços étnicos e religiosos fortes com o Irã, um país persa de maioria xiita. Teerã se opunha ao regime do Taleban, mas funcionários dos EUA afirmam que o governo iraniano mantém vínculos com insurgentes islamitas no Afeganistão. As informações são da Dow Jones.

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