''Haverá uma trégua política''

Carlos Fara, consultor em marketing político e analista

, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2010 | 00h00

A morte do ex-presidente Néstor Kirchner deve levar a um período de "trégua" entre o governo Cristina Kirchner e a oposição. Para o analista Carlos Fara, a saída de cena do homem forte da Casa Rosada cria uma "nova equação" na Argentina.

O que representa a morte de Kirchner para o governo de sua mulher, Cristina?

É um abalo, mas se trata de uma situação muito menos complicada de lidar do que teria sido a morte de Kirchner em um cenário como o de meados do ano passado, quando o casal presidencial sofreu uma pesada derrota parlamentar. Nos últimos meses, Cristina conseguiu recuperar certa popularidade. Não existem mais dúvidas sobre governabilidade, como ocorreu no ano passado. E, além disso, haverá uma certa "trégua política" entre o governo e a oposição.

E Cristina tentará a reeleição?

Seria o mais natural. Antes, esperava-se que um dos Kirchners disputasse a presidência, enquanto outro concorreria ao governo da Província de Buenos Aires. Agora a equação muda.

O peronismo costuma fazer intenso uso de seus mortos e funerais. O que o sr. espera agora?

A morte de Kirchner é, em si, um fato político imenso, que mexerá com a opinião pública. Nos próximos dias as imagens de Kirchner e Cristina estarão em evidência. E a melhora da economia já havia contribuído para aumentar a popularidade do casal. / A.P.

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