Helicópteros israelenses atacam Cidade de Gaza

Helicópteros israelenses dispararam na madrugada de hoje 11 mísseis contra a Cidade de Gaza, atingindo a capela de um hospital e diversas oficinas metalúrgicas suspeitas de fabricarem armas. Na noite anterior, diversas casas foram destruídas no campo de refugiados de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, suspeito de abrigar túneis para contrabando de armas do Egito.A operação na Faixa de Gaza foi uma resposta à emboscada armada na quinta-feira pelo Hamas numa estrada de Hebron, naCisjordânia, na qual foram mortos três soldados israelenses. Os disparos de mísseis contra Gaza começaram pouco após as2h30 locais. Um dos mísseis atingiu a capela anglicana - construída no século 19 - do Hospital Ahli, danificando o telhado e o chão próximo ao altar, além de cobrir de destroços uma imagem da Virgem Maria."Este é um ato de terrorismo contra nossa igreja", denunciouRiah Abu Assal, bispo da Igreja Anglicana. "Este local ao ladodo complexo hospitalar é muito conhecido. Não há margem paraerros. Mesmo assim, o Exército de Israel foi incapaz de emitirum pedido de desculpas manifestando seu remorso pelo ataque."O Exército preferiu não falar sobre o míssil que atingiu ocapela, mas garantiu que as pequenas metalúrgicas atacadas eramutilizadas para a fabricação de armas. Pelo menos seis pessoasficaram feridas, mas nenhum paciente foi atingido no interior dohospital.Ainda na Cidade de Gaza, soldados israelenses demoliram a casade um ativista do Hezbollah morto há dois anos num tiroteio,informou o Exército. Horas depois da investida israelense em Gaza, o Hamas atacou uma cidade israelense, justificando a ação como represália aos bombardeios.Militantes desse grupo islâmico lançaram cinco foguetes Qassamcontra Sderot, situada a três quilômetros da fronteira com aFaixa de Gaza. Um deles caiu numa casa. Ninguém ficou ferido em nenhum dos dois ataques.Na Cisjordânia, soldados israelenses assassinaram uma mulherde 45 anos e um suposto ativista do Hamas. Um porta-voz doExército garante que um deles atirou contra um posto do Exércitocom uma pistola e ambos levavam granadas. A mulher foiidentificada como Soad Jawadallah.Vizinhos, no entanto, dizem que a mulher pegou uma estrada deterra para evitar um posto de checagem e tentar compraralimentos. Alguns comentaram que ela desejava ver vingado um de seus filhos, um suposto militante da Jihad Islâmica morto hácerca de dois meses pelo Exército de Israel.Seu marido, no entanto, garante que Soad era apenas umapedestre inocente. "Nós encontramos um fuzil, granadas e explosivos, Parece que eles pretendiam usá-los contra os colonos ou os soldados estacionados na área", afirmou um porta-voz do Exército. O palestino morto foi identificado como um militante do Hamas.Os mais recentes atos de violência ocorrem a quatro dias daseleições gerais israelenses, que aparentemente darão um novomandato ao primeiro-ministro ultradireitista Ariel Sharon. A rápida reação do Exército ao ataque que matou três soldadosconta favoravelmente para o primeiro-ministro Ariel Sharon, doLikud, nas eleições parlamentares de terça-feira, segundoavaliações da imprensa local.As últimas pesquisas, de quinta-feira, indicam que o Likudfará pelo menos 32 cadeiras, os trabalhistas 18 e o anticlericalShinui pelo menos 17.

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