Herdeiro nova-iorquino no tribunal por ter matado o amigo

Para o juiz e o promotor, Robert Durst garante que não se recorda de emoção nenhuma. E portanto não poder dizer se estava sob forte emoção enquanto retalhava seu amigo e vizinho. O herdeiro nova-iorquino está diante de um tribunal, em Galveston, para responder sobre o assassinato de Morris Black, assassinado a tiros dia 28 de setembro antes de ser esquartejado.?Você chorou quando estava retalhando seu melhor amigo??, quis saber o promotor público da cidade texana. ?Você se lembra de algo sobre ter esquartejado Morris Black?? ?Não, senhor?, foi a breve resposta.Durst, que a despeito de sua fortuna, vive num apartamento miserável de Galveston Island, e que as vezes se faz passar por uma mulher muda, contou a semana passada, ao tribunal, que ele e Black tornaram-se amigos alguns meses antes do assassinato. E assegurou que Black o enfrentou com um revólver que, inexplicavelmente, disparou quando partiram para a briga corpo-a-corpo.Depois de uma tentativa inicial de obter ajuda - Durst testemunhou - tentou sem sucesso mover o corpo e, finalmente, decidiu corta-lo em pedaços. Ele colocou os restos numa mala e jogou-a na baía de Galveston. Os pedaços foram dar na praia rapidamente a as evidências levaram a polícia imediatamente a Durst.O herdeiro disse aos jurados, na semana passada, que havia esquartejado o corpo em pânico, temendo que a polícia não acreditasse em sua história de tiro acidental. Ele voou para New Orleans, voltou para encarar as autoridades, foi preso e tornou-se, a seguir, um fugitivo por seis semanas antes de ser recapturado na Pennsylvania.Durst mudou-se para Galveston em novembro de 2000, disfarçado de uma mulher muda, para escapar a uma investigação, em Nova York, iniciada após a reabertura do caso sobre o desaparecimento de sua primeira mulher, em 1982. Ele conheceu Black com esse disfarce, mas depois deu-se a conhecer e iniciaram a amizade.Durst, de 60 anos, cuja família dirige a The Durst Organization, uma empresa de um bilhão de dólares, pode ser condenado de cinco a 99 anos de prisão e multado em US$ 10.000 se for julgado culpado.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2003 | 19h48

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