Heróis de 11 de Setembro são vítimas de males do pulmão

Considerados como verdadeiros heróis nacionais nos EUA, membros das equipes de resgate que participaram da busca de corpos e da remoção de escombros após os atentados terroristas contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001, atualmente estão sofrendo problemas pulmonares. É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo site HealthDay. Os problemas, que começaram a ser detectados um ano depois dos atentados, consistem numa redução da função pulmonar equivalente a 12 anos de envelhecimento normal, segundo a pesquisa. "Não surpreendeu descobrir uma redução da função pulmonar. O que impressionou foi a sua magnitude", afirmou a autora do estudo, Gisela Banauch, do Centro Médico Montefiore, de Nova York, segundo oHealthDay. As análises de 12.079 membros dos grupos de resgate revelaram uma diminuição na capacidade pulmonar de 1.660 que estiveram presentesno momento em que caíram as torres. Os cientistas também detectaram uma forte redução da funçãopulmonar em outros 8.185 trabalhadores que chegaram dois dias depois e em 1.921 que chegaram no terceiro dia dos atentados. Todos estiveram expostos a poluentes aéreos, como materiais pulverizados dos edifícios e combustíveis, apontou o estudo. Após os atentados, muitos afetados desenvolveram sintomas como tosse,espirros e falta de ar. "Até agora, os diagnósticos respiratórios mais comuns foramsíndrome de disfunção nas vias respiratórias e asma induzida", comentou Banuach. A pesquisadora disse que é impossível prever se a redução das funções pulmonares vai piorar. "Ninguém sabe, porque nada parecido tinha ocorrido antes", explicou. No entanto, acrescentou que a exposição a pó alcalino irritante pode aumentar o risco de enfisema pulmonar e câncer do pulmão. Os atentados de 11 de setembro de 2001 foram cometidos por 19 terroristas, que seqüestraram quatro aviões. Dois deles derrubaram as Torres Gêmeas e outro foi lançado contra o Pentágono, emWashington. O quarto caiu numa área desabitada do Estado da Pensilvânia. Nos ataques terroristas morreram cerca de 3 mil pessoas.

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