Hezbollah ameaça atacar porto israelense de Haifa

A tensão entre Israel e Líbano agravou-se na manhã desta quinta-feira (13). O grupo islâmico libanês Hezbollah (Partido de Deus) ameaçou atacar com foguetes a cidade portuária de Haifa, uma das principais de Israel, e seus arredores, caso os israelenses bombardeiem Beirute ou os seus arredores.Três foguetes atingiram a cidade de Safed, no norte de Israel, ferindo sete pessoas, uma delas gravemente, de acordo com testemunhas e médicos. Os foguetes atingiram um abrigo para imigrantes, um colégio e uma estação de gás.Na madrugada desta quinta, a aviação militar israelense atacou as pistas do Aeroporto Internacional de Beirute, ao sul da capital libanesa, forçando o fechamento do local. Israel confirmou ainda que impôs um bloqueio aéreo e naval ao Líbano, cortando as rotas de fornecimento para as milícias libanesas.Num dos bombardeios de Israel, dez pessoas de uma mesma família acabaram morrendo, entre elas quatro brasileiros, em uma aldeia no sul do Líbano, de acordo com a rede Globonews.A nova onda de tensão foi desencadeada pela captura de dois soldados israelenses pelo Hezbollah, o que provocou uma ampla reação militar por parte de Israel.O Líbano anunciou nesta quinta a convocação de seu embaixador nos Estados Unidos, Farid Abboud, depois que ele sugerido que Israel e o Hezbollah negociassem a troca de prisioneiros - para o governo libanês, as declarações foram irresponsáveis e vilaram a lei política do país.O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou que as incursões militares de Israel no Líbano levantam o fantasma de uma guerra de proporções amplas no Oriente Médio e exortou as grandes potências a promoverem uma intervenção para conter a situação.Por sua vez, o presidente dos EUA, George Bush, criticou o Hezbollah e manifestou apoio irrestrito a Israel, dizendo que o país tem o direito de se defender. O presidente norte-americano afirmou que trabalhará junto com Israel para restabelecer a paz no Oriente Médio.Desde a retirada israelense do sul do Líbano depois de 18 anos de ocupação, em 2000, a fronteira entre os dois países mantinha-se relativamente tranqüila, com episódios esporádicos de violência.A captura dos dois soldados israelenses pelo Hezbollah ocorreu em meio a uma ampla ofensiva do Exército de Israel sobre a Faixa de Gaza depois que militantes palestinos atacaram um posto militar e capturaram o cabo israelense Gilad Shalit em 25 de junho.

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