Hezbollah ataca cidades do norte de Israel

A milícia xiita Hezbollah disparou nesta segunda-feira mísseis contra várias localidades do norte israelense, no oeste da Galiléia e na cidade de Akko, na baía de Haifa, deixando quatro feridos, segundo fontes militares.Um dos mísseis atingiu uma casa em Akko, 25 quilômetros ao noroeste de Haifa, onde no domingo um ataque causou a morte de oito operários e deixou 53 feridos em uma estação ferroviária.A aviação israelense atacou na madrugada 50 alvos, entre eles radares das Forças Armadas libanesas, informaram fontes israelenses.Na Faixa de Gaza, as forças militares de Israel que operam na localidade setentrional de Beit Hanun mataram durante a madrugada de segunda-feira um miliciano palestino, enquanto um soldado israelense foi ferido. As circunstâncias dos dois incidentes não foram esclarecidas.Os palestinos dispararam dez foguetes Qassam contra Sderot, a um quilômetro da fronteira entre Gaza e Israel, e outras localidades israelenses vizinhas, enquanto a artilharia israelense continuava atacando supostos alvos milicianos.Duas mulheres ficaram feridas em Sderot, onde um dos mísseis também causou danos em dez carros que estavam em um estacionamento, além de um kibutz vizinho, onde uma criança ficou ferida, disseram as fontes militares.Enquanto isso, a aviação israelense bombardeava pela segunda vez o edifício do Ministério de Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), a cargo de Mahmoud Zahar. Não foi informado se houve vítimas.O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, se dirigirá à tarde ao Parlamento (Knesset), em sua primeira mensagem desde que começaram as hostilidades no Líbano após o seqüestro de dois soldados israelenses de uma patrulha fronteiriça feito por milicianos do Hezbollah, na quarta-feira passada.O Governo israelense receberá amanhã uma delegação da ONU enviada pelo secretário-geral, Kofi Annan, para tentar negociar um cessar-fogo entre as partes.Integra a delegação, que se reunirá com a ministra israelense de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni, o diplomata sueco Terje Larsen, ex-representante da ONU na região.

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