Hezbollah condena assassinato de ministro libanês

O grupo libanês Hezbollah condenou nesta terça-feira o assassinato do ministro de indústria do Líbano, Pierre Gemayel, e pediu que ninguém fosse acusado precipitadamente pelo ocorrido. O xeque Hassan Fadalla, deputado do Hezbollah, disse querer evitar acusações sem fundamento, e acrescentou que era trabalho das forças de segurança determinar as responsabilidades criminais. "Não podemos nos precipitar, acusando outro país da autoria do assassinato", disse Fadalla, acrescentando que o principal objetivo do atentado é causar um conflito entre os libaneses. O ministro do Interior libanês, Ahmed Fatfat, e o líder da maioria parlamentar do país, Saad Hariri acusaram a Síria de estar por trás do assassinato de Gemayel. O ministro, de 35 anos, foi baleado no bairro de Chtaide, no norte de Beirute, e ainda chegou com vida ao hospital, vindo a falecer pouco depois. O Líbano está imerso em uma crise política, na qual se enfrentam os anti-Síria, representados pela maioria parlamentar (e entre os quais se encontrava Gemayel), e os pró-Síria, liderados pelo Hezbollah. Atualmente o Hezbollah tem exercido forte pressão sobre o governo libanês, com o intuito de conseguir uma maior participação nos ministérios. Todos os ministros do grupo e aliados renunciaram recentemente, e o líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, prometeu protestos em massa caso sua demanda não seja atendida. O grupo xiita conta com forte apoio da Síria, que é acusada pela comunidade internacional do assassinato do premier Hafik Hariri em 2004.

Agencia Estado,

21 Novembro 2006 | 15h51

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