Hezbollah culpa Israel por atentado e jura vingança

Um carro-bomba explodiu no sul de Beirute, matando um comandante da guerrilha islâmica Hezbollah, Ghaleb Awali, que encabeçou diversas operações contra o Estado de Israel. A liderança do grupo guerrilheiro culpou Israel pelo assassinato e jurou ?cortar-lhes as mãos?. Awali, que tinha 40 anos, morreu ao dar a partida em seu carro, que explodiu. A detonação danificou edifícios próximos, mas não houve outras vítimas.O Hezbollah, em nota, disse que o comandante morto, também conhecido como Abu Mustafa, começou a participar de operações contra Israel em 1982, quando o Hezbollah foi formado para resistir à ocupação do sul do Líbano por forças israelenses. A nota classifica o atentado como ?um crime descarado, um ato de vingança contra as vitórias e a firmeza da resistência?. O primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, referiu-se ao assassinato como ?crime atroz?. Em um discurso emocionado, o secretário-geral do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, disse que o ataque foi perpetrado por israelenses ou por libaneses a soldo de Israel, e que ?em qualquer caso, o inimigo sionista carrega total responsabilidade pelo martírio de Ghaleb Awali. Sabemos quem são seus agentes e cortaremos fora suas mãos?, disse Nasrallah a uma multidão enfurecida que respondeu com gritos de ?Deus é grande!?

Agencia Estado,

19 de julho de 2004 | 14h37

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