Hezbollah diz que defenderá sua reputação e dignidade

O líder do grupo militante Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, afirmou neste domingo que seu grupo vai se defender contra prováveis acusações sobre o assassinato do ex-premiê Rafiq Hariri. Foi a primeira declaração pública de Nasrallah desde que ministros aliados ao movimento xiita derrubaram o governo libanês na semana passada. O líder do grupo militante xiita afirmou, ainda, que Saad Hariri não deveria voltar a ser primeiro-ministro. O discurso de Nasrallah é um importante sinal das intenções do Hezbollah num momento em que muitos temem que a situação política do país possa se transformar em uma guerra civil.

AE, Agência Estado

16 de janeiro de 2011 | 18h45

"Não permitiremos que nossa reputação e nossa dignidade sejam manchadas nem deixaremos que qualquer um conspire contra nós ou que nos sujem injustamente com o sangue de Hariri", afirmou Nasrallah em pronunciamento televisionado. "Vamos atuar para defender nossa dignidade, nossa existência e nossa reputação", acrescentou, enquanto reiterou as acusações anteriores de que o Tribunal Especial para o Líbano (STL), na Holanda, foi controlado por Estados Unidos e Israel.

A crise no Líbano é o clímax de tensões de longa data relacionadas à investigação do assassinato do ex-premiê Rafik Hariri, em 2005, pela ONU. A corte deve em breve indiciar membros do grupo extremista, e muitos temem que isso possa reascender a violência na pequena nação, que por décadas foi atormentada por uma guerra civil. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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