Hezbollah diz que foguetes podem atingir qualquer parte de Israel

Grupo teria atacado Tel-Aviv se centro de Beirute tivesse sido bombardeado na guerra, afirma xeque

AP e Reuters, Beirute, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2007 | 00h00

O líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, disse que o grupo xiita libanês possui um arsenal de foguetes que podem atingir qualquer canto de Israel, incluindo Tel-Aviv. Em uma entrevista divulgada ontem pela TV Al-Jazira, Nasrallah disse que seu grupo poderia ter atingido Tel-Aviv no ano passado - durante a guerra de 34 dias com Israel. "Até o último dia da guerra, estávamos prontos para disparar os foguetes contra Tel-Aviv se o centro de Beirute fosse atingido", disse. "Em julho e agosto (de 2006), não havia um lugar na Palestina ocupada que os foguetes da resistência não pudessem atingir", insistiu, referindo-se a Israel e ao Hezbollah. "Podemos, sem dúvida nenhuma, fazer isso agora", acrescentou. Cerca de 1.200 libaneses, assim como 157 israelenses, foram mortos no conflito, que começou depois que o Hezbollah capturou dois soldados de Israel em 12 de julho de 2006. Nasrallah desmentiu que o Hezbollah tenha dito à França que os dois soldados israelenses estão vivos e negou-se a dar qualquer informação sobre eles. O chanceler francês, Bernard Kouchner, disse no dia 15 que os soldados estavam vivos, após discutir o caso com enviados do Hezbollah durante reunião de líderes políticos libaneses em Paris. Fontes do serviço de segurança libanês disseram em maio que o Hezbollah refez seu arsenal de foguetes e recebeu mísseis antitanques e antiaéreos do Irã, via Síria, desde que uma trégua patrocinada pela ONU em agosto pôs fim às hostilidades. Israel e os EUA acusam a Síria e o Irã de armar, treinar e financiar o Hezbollah. Em um discurso em outubro, Nasrallah assegurou que seu grupo tinha 33 mil foguetes - muito mais do que os 22 mil que ele disse possuir em setembro. O Hezbollah lançou 4 mil foguetes contra Israel durante a guerra, incluindo alguns de médio alcance que pela primeira vez atingiram a terceira maior cidade israelense, Haifa.

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