KHAMENEI.IR / AFP
KHAMENEI.IR / AFP

Hezbollah diz que resposta para morte de cientista está nas mãos do Irã

Nos EUA, John Brennan, ex-chefe da CIA, qualificou o assassinato do cientista iraniano como 'um ato criminoso e extremamente perigoso'  

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2020 | 20h52

BEIRUTE - O vice-líder do movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, disse nesta sexta-feira, 27, que a retaliação pelo assassinato do cientista Mohsen Fakhrizadeh será decidida em Teerã. “Condenamos este ataque hediondo e vemos que a resposta a este crime está nas mãos do Irã”, afirmou Sheik Naim Qassem, em entrevista à TV Al-Manar.

No início do mês, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que os aliados do Irã no Oriente Médio deveriam estar em “estado de alta prontidão” para o caso de qualquer “loucura de americanos ou de israelenses” durante o restante do mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Questionado se Israel poderia atacar o Líbano, Qassem afirmou que não acreditava nisso, mas que, se atacassem, o Hezbollah estava “totalmente preparado” para um confronto. 

Ex-chefe da CIA qualifica homicídio de 'ato criminoso'

John Brennan, ex-chefe da CIA (agência de inteligência americana), qualificou o assassinato do cientista iraniano como "um ato criminoso e extremamente perigoso". 

O homicídio corre o risco de causar "represálias letais e uma nova fase de conflito regional", escreveu ele no Twitter, embora tenha dito ignorar quem está por trás da morte de Fakhrizadeh, atribuída a Israel pelo Irã. 

"Tal ato de terrorismo de Estado constituiria uma violação flagrante do direito internacional e animaria mais governos a realizar ataques mortais contra funcionários estrangeiros", disse o ex-diretor da CIA. 

Duro crítico do presidente Trump, Brennan exortou o Irã a "resistir ao impulso" de tomar represálias e esperar "o retorno ao cenário internacional de líderes americanos responsáveis", em uma possível alusão ao presidente eleito, Joe Biden, que assumirá o cargo em 20 de janeiro. 

Brennan foi chefe da CIA de 2013 a 2017, sob a presidência de Barack Obama, e enquanto Biden foi vice-presidente.  Biden nomeou Avril Haines, ex-adjunta de Brennan, como diretora dos serviços de Inteligência dos Estados Unidos./REUTERS e AFP  

 

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