Hezbollah diz que vai resistir caso haja prisão

O líder do Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, disse hoje que o grupo xiita libanês "cotará a mão" de qualquer um que tente prender seus militantes, se qualquer um deles for acusado pela morte do ex-premiê libanês Rafic Hariri. As declarações de Nasrallah são uma advertência explícita e foram feitas em meio a crescentes temores de um surto de violência sectária no Líbano.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2010 | 19h25

Nasrallah afirmou que o Hezbollah não aceitará nenhuma acusação contra seus combatentes e líderes à respeito do assassinato de Hariri, morto em 2005 na explosão de um caminhão-bomba junto a outras 22 pessoas na capital libanesa. O Tribunal Especial para o Líbano (STL, na sigla em inglês), que investiga a partir da Holanda o assassinato de Hariri, poderá indiciar pessoas pelo crime nos próximos meses.

"Aqueles que imaginam que nós permitiremos a prisão ou detenção de qualquer um dos nossos combatentes estão errados", disse Nasrallah, a milhares de partidários, em um comício na zona sul de Beirute. As informações são da Associated Press.

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