Ministry of Defence of the Russian Federation/Handout via REUTERS
Ministry of Defence of the Russian Federation/Handout via REUTERS

Hezbollah fecha acordo para retorno de sírios

Exército libanês escoltou as cerca de 250 pessoas até a fronteira e os refugiados seguiram para a cidade síria de Asal al-Ward, a nordeste de Damasco.

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2017 | 18h53

ARSAL, LÍBANO - Um comboio de refugiados deixou ontem a cidade libanesa de Arsal, na fronteira com a Síria, no segundo grupo a retornar ao país em meio a um acordo acertado entre a milícia xiita Hezbollah e o grupo rebelde sírio Saraya Ahl al-Sham. O Exército libanês escoltou as cerca de 250 pessoas até a fronteira e os refugiados seguiram para a cidade síria de Asal al-Ward, a nordeste de Damasco.

Segundo o grupo libanês, aliado de Damasco, 60 famílias estavam nos ônibus. Cerca de 60 mil refugiados estão atualmente na cidade de Arsal.

Vários refugiados disseram a um fotógrafo da agência Reuters, antes de cruzar um posto de checagem controlado pelo Hezbollah, que estavam ansiosos para voltar para seu país após passarem anos em um improvisado campo na cidade de Arsal.

“Faz três anos que não vemos nossos parentes”, disse Abeer Mahmoud al Haj, que estava em uma van com alguns membros de sua família. “Possa Deus devolver todos a seu país, não há lugar melhor do que a Síria”, disse ela.

Desde o início do conflito o Hezbollah tem apoiado o governo de Bashar Assad, juntamente com Irã e Rússia, enviando milhares de homens para combater os rebeldes sírios, de maioria sunita.

As Nações Unidas disseram que não estão envolvidas no acordo, pois ainda não há condições para promover o retorno dos refugiados em um país que ainda enfrenta um conflito.

Dois refugiados que não quiseram se identificar disseram que muitos no campo não querem voltar para a Síria, pois temem ser enviados ao Exército. Outros perderam suas casas, destruídas nos bombardeios. Mais de 1 milhão de sírios fugiram para o Líbano e agora representam 25% da população do país. / REUTERS

Mais conteúdo sobre:
Hezbollah Síria Damasco Bashar Assad

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.