Hezbollah inicia greve geral para forçar renúncia no Líbano

Centenas de manifestantes bloquearam as principais vias de acesso e ruas da capital do Líbano, Beirute, no início de uma greve geral nesta terça-feira e deixou 14 pessoas feridas. A oposição, liderada pelo grupo militante islâmico Hezbollah, convocou a greve geral como parte de sua campanha para forçar a renúncia do governo liderado pelo primeiro-ministro Fouad Siniora.Segundo testemunhas, os manifestantes queimaram pneus e fizeram barricadas para bloquear as ruas e estradas e impedir qualquer um de ir ao trabalho. A única via de acesso ao aeroporto de Beirute foi bloqueada, assim como as principais estradas ligando a capital a outras cidades.A Polícia afirmou que 14 pessoas estavam feridas por tiros entre opositores e ativistas no centro do Líbano. O líder da oposição, Michel Aoun, confirmou que sete dos feridos faziam parte de seu grupo.Nuvens de fumaça dos pneus queimados formavam uma nuvem escura sobre a cidade, disseram testemunhas. O governo já avisou que tropas poderão ser usadas para manter a ordem e pediu que as pessoas vão ao trabalho normalmente. Os manifestantes afirmaram que vão manter os protestos até atingirem seus objetivos.Os organizadores do Hezbollah circulavam em motocicletas com os rostos cobertos por máscaras pretas e comunicando-se por rádio. Muitas lojas, escolas e escritórios ficaram fechados em Beirute, mas é difícil dizer se foi por apoio à greve, ou porque as pessoas não conseguiram chegar ao trabalho.Governo de unidadeO Hezbollah quer a formação de um governo de unidade nacional no qual o grupo e seus aliados tenham uma fatia suficiente para garantir poder de veto.Desde 1º de dezembro, a oposição vem sitiando o prédio do governo em Beirute. Segundo o correspondente da BBC em Beirute Jim Muir, como até agora a estratégia não teve o efeito desejado, a oposição decidiu aumentar a pressão convocando esta greve geral. A greve coloca o país em uma situação incerta e muito tensa, pois ocorre em um momento delicado para o governo, já que potenciais doadores estão em Paris nesta terça-feira para uma conferência com o objetivo de ajudar o Líbano a se recuperar do conflito com Israel no ano passado.A matéria foi atualizada às 9h24

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