Hezbollah não pode deter ONU na investigação da morte de Hariri, diz Hillary

Secretária de Estado dos EUA adverte grupo militantes para que não reinicie violência no Líbano

Agência Estado

12 de novembro de 2010 | 09h17

BEIRUTE - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, advertiu nesta sexta-feira, 12, o grupo militante libanês Hezbollah para que não reinicie a violência no Líbano. Segundo ela, o grupo xiita não pode interromper uma investigação de um tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri.

 

Os comentários de Hillary foram publicados no jornal libanês An-Nahar. Eles são divulgados após a ameaça do líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, que afirmou ontem que seu grupo iria "cortar a mão" de qualquer um que tente prender seus membros pelo assassinato em 2005 do ex-premiê Hariri.

 

O tribunal sediado na Holanda deve divulgar os indiciamentos pelo caso em breve. O líder do Hezbollah, que alega que a corte é tendenciosa, disse esperar que membros de seu grupo sejam acusados. Hillary disse que "intimidações ou ameaças" do Hezbollah não serão toleradas.

 

Ainda segundo o jornal, Hillary fez um pedido para que tecnologia bélica e armas não sejam transferidas para o Hezbollah. A secretária usou como argumento um suposto esquema de tráfico de armas entre o grupo libanês e a Síria. As informações são da Associated Press.

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