Hezbollah permanecerá em luta ao lado de Assad, diz líder da milícia libanesa

14 de novembro de 2013 | 11h18

BEIRUTE – O grupo libanês Hezbollah permanecerá na Síria lutando em defesa do regime de Bashar Assad "o tempo que for necessário". A garantia foi dada nesta quinta-feira, 14, pelo líder máximo da poderosa milícia xiita, Hassan Nasrallah.

Nos últimos meses, as forças do Hezbollah ajudaram Assad a virar o jogo em várias frentes de batalha contra os rebeldes sírios. O grupo participou da "reconquista" da cidade de Qusayr, perto da fronteira com o Líbano, e se envolveu em combates nas cidades de Alepo e Damasco.

"Enquanto persistirem as razões (para lutar em território sírio), nossa presença será mantida", prometeu Nasrallah, discursando diante de milhares de pessoas no dia da Ashura, o mais importante feriado para os xiitas. "Nossos combatentes estão no território sírio (...) para enfrentar todas as ameaças internacionais, regionais e de infiéis", completou, referindo-se por último à presença de jihadistas sunitas estrangeiros.

O líder do Hezbollah criticou aqueles que exigem a retirada de forças do grupo do território sírio como precondição para uma negociação política. Nasrallah disse que não fará "barganhas" com o futuro da região.

Após dois anos e meio e um saldo de mais de 120 mortos, a crise síria envolveu vários atores externos. De um lado, o regime Assad apoia-se na ajuda do Irã e do Hezbollah, além do fornecimento de armas da Rússia. De outro, os rebeldes recebem armas e dinheiro de monarquias árabes, da Turquia e do Ocidente.

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