Hezbollah quer dificultar apuração da morte de ex-premiê

O grupo xiita Hezbollah informou hoje que tentará usar sua posição no governo libanês para bloquear o dinheiro que o país destina ao Tribunal Especial para o Líbano (STL, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), que investiga há anos o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, morto num atentado em Beirute em 2005. O porta-voz do Hezbollah, Ibrahim Moussawi, confirmou os planos do grupo.

AE-AP, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 15h25

A possibilidade de que o tribunal possa indiciar partidários do grupo xiita pela morte de Hariri está alimentando uma das piores crises políticas do Líbano em anos. O governo paga 49% dos custos do tribunal, com os outros países da ONU cobrindo o restante dos gastos. Nesta semana, parlamentares libaneses adiaram a votação sobre o orçamento para o STL. Mas o primeiro-ministro Saad Hariri, filho do ex-premiê assassinado, insistiu para que os parlamentares aprovem a matéria.

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