Hezbollah volta a atacar Israel do sul do Líbano

Apesar das garantias dadas por Beirute de que não abrirá uma nova frente de batalha no Oriente Médio, guerrilheiros libaneses voltaram a atacar com mísseis e metralhadoras tropas israelenses ao longo da fronteira, levando o Estado judeu a responder com bombardeios e fogo de artilharia.O grupo integrista xiita Hezbollah informou que atacou com mísseis seis postos israelenses na disputada área das chácaras de Chebaa. Testemunhas afirmaram que os guerrilheiro usaram morteiros e pelo menos 10 foguetes Katyusha. Não houve informação imediata se algum projétil fora lançado contra o norte de Israel.O Estado judeu retaliou com três ataques aéreos, lançando pelo menos cinco mísseis contra supostos esconderijos da guerrilha. Segundo testemunha, a artilharia israelense abriu fogo contra a vila libanesa de Kfar Chouba, próxima às chácaras de Chebaa. Não há informações sobre feridos.Jatos e helicópteros israelenses também sobrevoaram o maior campo de refugiados palestinos no Líbano, o Ein el-Hilweh, na cidade de Sidon, na costa mediterrânea. O exército libanês e palestinos atiraram contra os aparelhos, mas não há informações sobre ferimentos nem danos.A nova onda de ataques ocorreu apesar de o Líbano ter afirmado que não tinha interesse em abrir uma nova frente de batalha no Oriente Médio, num momento em que Israel se ocupa em atacar os palestinos na Cisjordânia.O embaixador da Síria nas Nações Unidas, Mikhail Wehbe, disse na segunda-feira que o Líbano "não tem a intenção de abrir uma nova frente". A Síria mantém milhares de soldados no Líbano e é o poder de fato no pequeno país.Os comentários de Wehbe se realizaram após uma semana de numerosos confrontos entre as guerrilhas libanesas do Hezbollah e o exército de Israel.O Hezbollah vem atacando continuamente objetivos militares e lançou mísseis contra Israel, gerando represálias israelenses.As autoridades libanesas, tentando evitar tais represálias e críticas internacionais, prenderam nove palestinos. Além disso, levaram perante um tribunal militar cinco palestinos e dois sírios, acusados de posse ilegal de armas e de desestabilizar o país.

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