Hillary anuncia plano de reforma da diplomacia dos EUA

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou hoje um plano de reorganização da chancelaria norte-americana por meio do qual pretende devolver à diplomacia civil a função de ponta-de-lança da política externa de Washington. Hillary apresentou os resultados de uma ampla análise das operações do Departamento de Estado e da Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid, pelas iniciais em inglês) realizada com o objetivo de melhor responder às ameaças e às emergências globais.

AE, Agência Estado

15 de dezembro de 2010 | 19h36

Pela proposta, o Departamento de Estado passaria a ter um coordenador de segurança cibernética, "para nos proteger e para preservar nossas redes e nossas correspondências confidenciais", declarou Hillary, em uma aparente reação ao vazamento de telegramas diplomáticos dos EUA realizado pelo WikiLeaks ao longo das últimas semanas. O departamento de contraterrorismo da chancelaria também seria ampliado.

O plano prevê ainda a criação, dentro da chancelaria, de departamentos específicos para cuidar de assuntos energéticos internacionais e para lidar com situação de crise e conflito. O Usaid, por sua vez, passaria a ter uma área de planejamento e um setor de ciência e tecnologia.

A reforma também dará aos embaixadores e a outros diplomatas de alto escalão no exterior autoridade para implementar políticas em todas as agências governamentais dos EUA que tenham escritórios em embaixadas e consulados pelo mundo. "Trabalharemos para derrubar as barreiras entre as agências", disse a secretária de Estado. A proposta resulta de uma análise ordenada por Hillary quando ela assumiu a chancelaria norte-americana, no ano passado, e reflete a abordagem do governo Barack Obama de promover a política externa dando ênfase a operações civis.

O custo da reforma não foi revelado. A oposição ao governo norte-americano, que em janeiro assumirá a condição de bancada majoritária na Câmara dos Representantes dos EUA, defende profundos cortes no orçamento do Departamento de Estado e das operações externas de Washington. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAreformaplanodiplomacia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.