Alex Brandon/AP
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Hillary atribui ataque a consulado na Líbia a 'pequeno grupo'

Secretária de Estado dos EUA condena atentado, mas lembra que 'não foi ação do povo líbio'

Denise Chrispim Marin, correspondente em Washington,

12 de setembro de 2012 | 11h31

WASHINGTON - Ao condenar o assassinato do embaixador dos Estados Unidos na Líbia, J. Christopher Stevens, do oficial  o oficial Sean Smith e de outros dois diplomatas americanos, na noite de terça-feira, a secretária de Estado, Hillary Clinton, deixou clara sua certeza de o ataque ter sido orquestrado por um "pequeno e selvagem grupo" desvinculado do governo líbio.

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Hillary fez questão de sublinhar o fato de cidadãos locais terem carregado o embaixador Stevens ao hospital e ajudado outras vítimas e a condenação do governo da Líbia à violência cometida. "Deixe-me ser clara: esse foi o ataque de um pequeno e selvagem grupo e não do povo e do governo líbio. Quando o ataque ocorreu, soldados líbios ficaram no consulado e lutaram junto com os americanos."

Durante sua declaração à imprensa no Departamento de Estado, Hillary informou que os EUA estão trabalhando com as autoridades líbias nas buscas pelos responsáveis e na investigação sobre as causas do ataque ao consulado americano em Benghazi. Segundo ela, a relação bilateral EUA-Líbia não será "outra vítima" da violência cometida, e Washington não retirará seu apoio à transição democrática líbia.

"Hoje muitos americanos estão se perguntado e eu me perguntei 'como isso pôde ter acontecido em um país que nós ajudamos a libertar, na cidade que ajudamos a ser salva da destruição?'. A amizade entre nossos países continua e uma Líbia livre e estável continua na pauta dos EUA", disse Hillary.

A secretária lembrou haver no hall de entrada do Departamento de Estado um monumento em mármore no qual estão gravados os nomes de diplomatas e funcionários mortos em serviço. Agora, serão acrescentados os das vítimas de Benghazi, afirmou ela. Christopher Stevens fora convidado por Hillary para o posto de enviado especial dos EUA para as forças rebeldes líbias, na época da guerra civil contra o governo de Muammar Kadhafi. Sean Smith estava em missão transitória na Líbia. "A missão de ambos foi nobre e necessária."

11 de setembro

Hillary lembrou que o ataque ocorreu no 11° aniversário dos atentados de 11/9. "É especialmente difícil que isso tenha ocorrido em um 11 de setembro. Mas esse é um dia que também lembramos de centenas de heróis americanos. Agora, será um dia em que lembraremos de Sean, Chris e seus colegas."

Marines

De acordo com oficiais das Forças Armadas dos EUA, cerca de 50 marines foram enviados para a Líbia com a intenção de reforçar a segurança dos diplomatas norte-americanos. Os oficiais falaram sob condição de anonimato porque não são autorizados a falar publicamente.

Com AP 

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