Scott Olson/Getty Images/AFP
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Hillary busca vitória expressiva na Carolina do Sul

Na média das pesquisas de intenção de voto feita pelo site RealClear Politicis, Hillary lidera com 26,6% no Estado; para seus eleitores, Sanders ainda é uma figura pouco conhecida no sul dos EUA

O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2016 | 17h44

WASHINGTON - A pré-candidata democrata Hillary Clinton espera obter neste sábado, 27, nas primárias da Carolina do Sul, sua primeira ampla vantagem sobre o adversário de partido Bernie Sanders. Na média das pesquisas de intenção de voto feita pelo site RealClear Politicis,Hillary lidera com 26,6% no Estado. Para seus eleitores, Sanders ainda é uma figura pouco conhecida no sul dos EUA. 

A vantagem consolida o fim de uma intensa campanha de aparições no Estado, com Hillary criticando duramente Sanders em questões importantes para os eleitores afro-americanos, que em 2008 representavam 55% dos registrados para as primárias democratas. A candidata falou de reforma do sistema jurídico e controle de armas, sempre mencionando Barack Obama, o primeiro presidente negro dos EUA.    

Ela se reuniu com mães de vítimas da violência armada, recebeu o apoio do deputado Jim Clyburn, o mais importante democrata negro do Estado, manteve reuniões populares sobre como "quebrar barreiras" para negros, pavimentou o Estado com anúncios e levou para a estrada sua filha Chelsea, grávida do segundo filho, e o marido, o ex-presidente Bill Clinton.  

Ambos visitaram igrejas de comunidades negras e universidades, repetindo a mensagem de Hillary, segundo a qual ela é a única candidata com um programa suficientemente sólido para romper as barreiras que ainda impedem que as minorias nos EUA melhorem suas posições. "Há barreiras econômicas, sanitárias, educacionais. E também devemos ser honestos sobre um racismo sistêmico que ainda é um problema nos EUA", disse Hillary, em uma Igreja Batista na cidade de Charleston. 

Hillary luta não apenas por uma vitória, mas por uma expressiva vantagem que consolide seu nome na disputa democrata. Na última prévia, o caucus de Nevada, há uma semana, ela saiu vencedora, mas com pouco mais de cinco pontos porcentuais sobre o senador de Vermont. Nos dois primeiros Estados, venceu o caucus de Iowa por menos de um ponto porcentual e perdeu a primária de New Hampshire.  

A esperança é de que uma vitória na Carolina do Sul dará um impulso à sua candidatura que há alguns meses parecia incontestável, mas nas últimas semanas pareceu balançar diante do apoio angariado por Sanders.

A ex-secretária de Estado espera dessa vez obter uma ampla vantagem na Carolina do Sul que lance um precedente para a série de Estados do sul dos EUA que votará na Superterça, na próxima semana, incluindo Georgia e Texas. Os dois Estados também têm um grande colégio eleitoral afro-americano. 

"Se Sanders não for melhor com os afro-americanos na Carolina do Sul do que ele foi em Nevaga, ele terá uma noite terrível", disse Mo Elleithee, estrategista democrata que trabalhou para a campanha de Hillary de 2008, ao jornal USA Today.  

"Ele precisa demonstrar que está fazendo algum progresso (com os negros)", afirmou Steve Elmendorf, outro estrategista democrata, desvinculado às campanhas atuais, também ao jornal USA Today. / AP, EFE, REUTERS, AFP 

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