Hillary chega à Coreia do Sul para participar em diálogo de segurança

Encontro busca mostrar forte compromisso entre os dois países em claro aviso à Coreia do Norte

Efe,

20 de julho de 2010 | 23h38

Hillary conversa com embaixador da Coreia do Sul nos EUA ao chegar em Seul

 

SEUL- A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou na noite desta terça-feira, 20, a Seul para participar do primeiro diálogo entre os titulares de Exteriores e Defesa da ambos os países devido ao aniversário de 60 anos do início da Guerra da Coreia.

 

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Segundo a agência local Yonhap, Hillary aterrissou em uma base no sul da capital do país vindo do Afeganistão, onde assistiu à Conferência de Cabul.

 

Está previsto que na jornada de amanhã a chefe da diplomacia americana e o secretário de Defesa, Robert Gates - que está em Seul desde segunda - visitem a zona desmilitarizada que divide a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

 

Depois, ocorrerá o chamado diálogo "2+2" entre os ministros de Exteriores e Defesa dos EUA e da Coreia do Sul, que abordarão questões relacionadas à segurança e à aliança estratégica entre Washington e Seul.

 

Segundo fontes do Ministério sul-coreano de Exteriores, os ministros examinarão vias para reforçar a aliança bilateral de segurança, além de estratégias conjuntas para enfrentar a situação com a Coreia do Norte e promover a cooperação em assuntos regionais.

 

Trata-se da primeira reunião desde tipo entre os dois países, que ocorre em meio a tensão entre as duas Coreias após o naufrágio da corveta Cheonan em março, no qual morreram 46 marinheiros sul-coreanos.

 

Uma investigação internacional liderada por Seul concluiu que um torpedo da Coreia do Norte causou o afundamento, o que Pyongyang nega.

 

Gates se reuniu ontem com seu homólogo sul-coreano, Kim Tae-young, com quem acordou realizar uma série de exercícios militares conjuntos a partir deste domingo a fim de "enviar uma mensagem clara à Coreia do Norte" para cessar seu "comportamento agressivo".

 

As primeiras manobras ocorrerão entre 25 e 28 de julho no Mar do Leste e terão a participação do gigantesco porta-aviões George Washington, junto a vinte navios de guerra e caças F-22.

 

Além de visitar a zona desmilitarizada para demonstrar, segundo Gates, "o forte compromisso" de Washington com Seul, o secretário de Defesa dos EUA e Hillary devem visitar o Memorial da Guerra da Coreia, que não foi formalmente encerrada com um tratado de paz.

 

Atualmente, cerca de 28.500 soldados americanos estão na península coreana como poder dissuasório ante um possível ataque de Pyongyang.

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