Hillary Clinton lamenta morte de civis no Afeganistão

Cruz Vermelha diz que ataque matou mais de 100; ela está reunida com os presidentes afegão e paquistanês

Agências internacionais,

06 de maio de 2009 | 12h46

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, disse nesta quarta-feira, 6, que a administração Obama lamenta "profundamente" a perda de vidas inocentes que, aparentemente, ocorreram após o bombardeio dos Estados Unidos no Afeganistão e prometeu fazer um amplo exame dos acontecimentos.

 

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O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou nesta quarta que seus funcionários viram mulheres e crianças entre dezenas de corpos, em duas vilas atingidas por ataques aéreos, enquanto militares dos EUA enviaram um general à região para investigar. Um ex-funcionário do governo afegão afirmou que havia até 120 mortos pelos ataques, realizados na noite de segunda-feira. As primeiras imagens dos bombardeios na província de Farah foram divulgada nesta quarta-feira. As imagens registravam moradores enterrando os mortos em mais de dez covas, enquanto outras pessoas recolhiam escombros e demoliam casas danificadas.

 

Abrindo a reunião com os presidentes do Afeganistão e do Paquistão no Departamento de Estado, Hillary disse que qualquer perda de vidas inocentes é "particularmente dolorosa". O presidente afegão, Hamid Karzai, agradeceu Hillary por "mostrar preocupação e pesar" e acrescentou que "nós podemos trabalhar juntos para reduzir completamente as mortes de civis na luta contra o terrorismo".

 

O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, prometeu ajudar o Afeganistão e os EUA a combater a ameaça terrorista representada pela Al-Qaeda e pelo Taleban. "Nossa ameaça é comum é nossa responsabilidade deve ser compartilhada. Estou aqui para assegurar que dividiremos isso com vocês", afirmou Zardari na abertura da reunião. Os líderes do Paquistão e do Afeganistão enfrentam crescente pressão dos Estados Unidos para trabalharem melhor juntos com o objetivo de combater os militantes do Taleban e da Al-Qaeda.

 

Mais cedo, Hillary e o enviado especial dos Estados Unidos para o Paquistão e Afeganistão, Richard Holbrooke, participaram de uma reunião não programada com Zardari, informou um funcionário paquistanês. Segundo a fonte, os três discutiram a estratégia para derrotar o Taleban, já que Washington teve que as ações do grupo militantes ameace a estabilidade do Paquistão, um importante aliado na guerra contra o terrorismo.

 

O presidente afegão, no momento nos Estados Unidos, tratará do tema das mortes de civis com Barack Obama. Karzai deve se reunir com Obama e com o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que enfrenta uma crescente crise por causa de combates entre o Exército paquistanês e o Taleban na região do Vale de Swat.

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