Mary Altaffer/AP
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Hillary Clinton pede à ONU que evite ser 'cúmplice' da violência na Síria

Hillary defende que o Conselho de Segurança aprove uma resolução contra o regime de Damasco

Efe,

31 de janeiro de 2012 | 20h08

WASHINGTON - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu ao Conselho de Segurança da ONU, nesta terça-feira 31, que apoie o plano de transição desenhado para a Síria pela Liga Árabe e que evite "ser cúmplice" da prolongada onda de violência que atravessa o país.

 

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"É preciso tomar uma posição:ou estamos ao lado do povo sírio ou somos cúmplices da prolongada onda de violência que vive o país", afirmou Hillary durante reunião do Conselho de Segurança, na qual os líderes da Liga Árabe pediram à ONU que pressione Bashar al-Assad para que abandone o poder.

 A líder da diplomacia norte-americana reforçou que "chegou a hora da comunidade internacional deixar de lado suas diferenças e mandar uma mensagem clara de apoio ao povo sírio". Hillary defende que o Conselho de Segurança aprove uma resolução contra o regime de Damasco, iniciativa contrariada pela Rússia. "Os Estados Unidos pedem ao Conselho de Segurança que apoie as demandas da Liga Árabe para que o governo sírio suspenda de forma imediata os ataques contra a população e que garanta a realização de manifestações pacíficas no país", disse.

A secretária de Estado também afirmou que é falso que na Síria deva acontecer o mesmo que ocorreu na Líbia após a atuação do Conselho. "Desprezar a Liga Árabe, abandonar o povo sírio e dar força ao ditador agravará a tragédia e impactará na credibilidade das Nações Unidas", avaliou Hillary, que qualificou o regime de Assad de "brutal".

De acordo com a secretária de Estado, o regime de Damasco levou a Síria à beira do caos e "quanto mais tempo permaneça Assad no poder, mais difícil será a reconstrução do país". "Todos sabemos que a mudança está chegando à Síria", afirmou.

 
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