Hillary Clinton pede o 'fim do banho de sangue' na Líbia

Secretária de Estado dos EUA afirma que mundo está 'alarmado' com a situação no país africano

estadão.com.br

21 de fevereiro de 2011 | 19h52

WASHINGTON - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, exortou as autoridades da Líbia nesta segunda-feira, 21, a "cessar com o inaceitável banho de sangue" no país, referindo-se à violenta repressão das forças de segurança aos protestos na capital do país, Trípoli, e em cidades como Benghazi, no leste. A americana se disse "alarmada" com situação, segundo informações da agência AFP.

 

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"O mundo observa alarmado a situação na Líbia e os EUA se unem à comunidade internacional para condenar firmemente a violência" no país, disse a secretária por meio de comunicado. "O governo líbio tem a responsabilidade de respeitar os direitos universais do povo. Já é hora de o banho de sangue acabar", completou.

 

Ainda segundo Hillary, a administração do presidente Barack Obama "trabalha intensamente com seus parceiros no mundo para levar esta mensagem ao governo da Líbia". Obama ainda não falou sobre os protestos na Líbia desde que a situação piorou, durante o final de semana. O presidente se pronunciou na sexta-feira sobre a violência no país africano, no Iêmen e no Bahrein, onde também há marchas.

 

Os líbios estão nas ruas há quase uma semana para pressionar pelo fim do regime do coronel Muamar Kadafi, no poder há 41 anos. No final de semana, a repressão aumentou e nesta segunda, aviões militares bombardearam as cidades onde houve manifestações. Também há relatos de mercenários contratados pelo governo atirando contra a população. Mais de 300 morreram, segundo fontes médicas e agências de direitos humanos.

 

A comunidade internacional - a ONU, a União Europeia e outros governos - também se pronunciou, condenando a violência. Ministros de Kadafi renunciaram, assim como embaixadores, reprovando a resposta do coronel aos protestos. Países estão evacuando seus cidadãos do país e o caos no país afeta até o preço do petróleo no mercado mundial.

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