AP Photo/Patrick Semansky
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Hillary Clinton pede voto contra 'radicalismo e corrupção' de Trump

Em série de tuítes, ex-candidata à presidência dos EUA sugere que americanos escolham candidatos que defendem propostas como o aumento dos salários, a luta pela justiça e a ampliação do acesso aos serviços de saúde

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2018 | 17h43

NOVA YORK - A ex-candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata Hillary Clinton pediu nesta terça-feira, 6, aos cidadãos de seu país que "digam basta" e votem nas eleições legislativas do país contra "o radicalismo, a intolerância e a corrupção" que, segundo sua opinião, caracterizaram a presidência do republicano Donald Trump.

"Nos últimos dois anos, vimos como este governo atacou e abalou nossos valores e instituições democráticas. Hoje, dizemos basta", afirmou Hillary em uma série de mensagens no Twitter.

A também ex-secretária de Estado (2009-2013) sob a presidência de Barack Obama ressaltou que "não se trata apenas de votar contra o radicalismo. 

"Votaremos por candidatos fantásticos de todo o país - incluído um histórico número de mulheres - que querem aumentar os salários, lutar pela justiça e ajudar mais gente a ter acesso a serviços de saúde", acrescentou Hillary, que perdeu as eleições presidenciais de 2016 para Donald Trump, em uma das campanhas mais agressivas da história recente dos EUA.

Nas eleições desta terça-feira serão renovadas as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço das cem vagas no Senado. Também serão eleitos 36 governadores e uma série de outros cargos, como xerifes.

As pesquisas desenham um panorama favorável para os democratas na Câmara, onde necessitam ganhar 23 cadeiras para recuperar uma maioria que os republicanos ostentam desde 2011. No Senado, o mapa é menos favorável para os progressistas, que precisam defender mais assentos do que os republicanos, e em Estados especialmente conservadores.

Atualmente, os republicanos têm uma maioria de 51 a 49 no Senado, e segundo as pesquisas, a tendência é seguir assim. / EFE

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