Hillary Clinton pode ir para o Banco Mundial em 2012, dizem fontes

Membros do governo americano revelam informação, mas Departamento de Estado e Casa Branca negam

Reuters

09 de junho de 2011 | 18h22

Atualizada às 20h

 

Se história se confirmar, Hillary será a primeira mulher à frente do Banco Mundial

 

WASHINGTON - A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, discute com a Casa Branca uma possível ida para o Banco Mundial em 2012 depois de deixar seu cargo de principal diplomata do governo de Barack Obama, disseram nesta quinta-feira, 9, pessoas próximas das negociações.

 

Hillary já havia dito anteriormente que não pretendia permanecer à frente do Departamento de Estado por mais de quatro anos. As fontes disseram que Hillary pretende assumir o cargo de Robert Zoellick, atual chefe do Banco Mundial, que também deixará o posto no meio do ano que vem. "Ela quer o emprego", disse um entrevistado.

 

Segundo outra fonte, o presidente Obama já demonstrou apoio à iniciativa de Hillary. Não está claro, porém, se ele concordou formalmente com sua nomeação ao cargo. Para que isso aconteça, ela necessita do aval de todos os 187 membros do órgão financeiro.

 

O porta-voz da Casa Branca Jay Carney disse que "a história está errada, completamente errada", segundo o jornal americano USA Today. Um porta-voz da secretária, Philippe Reines, negou que ela deseje assumir a chefia do Banco Mundial ou que ela estivesse negociando com a Casa Branca sobre uma possível transferência. Hillary seria a primeira mulher a estar à frente do órgão.

 

Novos rumores

 

A secretária está à frente da diplomacia do governo americano desde o início do mandato de Obama, que a desbancou nas primárias do Partido Democrata. Caso Hillary deixe o Departamento de Estado, o senador democrata John Kerry, aliado próximo do presidente, pode assumir o cargo.

 

De acordo com um outro rumor sobre a secretária de Estado, ela estaria buscando substituir o vice-presidente Joe Biden como número dois de Barack Obama a partir de 2012. A história foi categoricamente negada pelo governo, contudo, segundo o USA Today.

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